O presidente Jair Bolsonaro não vai mais manter o general Otávio Rêgo Barros como porta-voz oficial da Presidência. A decisão já foi informada aos ministros Fábio Faria (Comunicações) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). De acordo com auxiliares do presidente, o próprio general já está ciente de que será exonerado.
Com a saída de Rêgo Barros também devem deixar o governo alguns de seus auxiliares, a maior parte de origem militar. Segundo uma fonte, a oficialização da saída de Rêgo Barros ainda deve demorar alguns dias.
O porta-voz foi sendo deixado de lado pelo presidente quando Bolsonaro optou por falar quase que diariamente no porta do Palácio da Alvorada. Depois, com a criação do Ministério das Comunicações, seu futuro passou a ser incerto.
Apesar de começar num cargo ligado a Secom, Rêgo Barros e sua equipe estão atualmente subordinados a Secretaria de Governo. A mudança na subordinação aconteceu após a chamada ala ideológica do governo traçar uma estratégia para tentar enfraquecer o posto de Rêgo Barros.
Em julho do ano passado, Rêgo Barros foi alvo de crítica crítica sobre a postura do general com a imprensa tradicional. O filho do presidente, vereador Carlos Bolsonaro , criticou abertamente o porta-voz.
Rêgo Barros também foi alvo de intrigas e divergências com o secretário da Comunicação, Fábio Wajngarten, que hoje é subordinado a Fábio Faria.
Pessoas próximas ao presidente lamentaram a decisão. Um auxiliar disse que foi debatida a possibilidade de encontrar um novo espaço para ele, mas que como o cargo será desativado, seria estranho arrumar um posto para ele no Planalto.
O Planalto oficializou a decisão de afastar o porta-voz em uma nota divulga nesta noite.
Leia a íntegra da manifestação do governo:
“Com a edição da MP 980/20, que criou o Ministério das Comunicações, toda a estrutura do Governo relativa à Comunicação foi reunida em uma mesma pasta.
Em 14 de agosto, o Decreto nº 10.462/20 estabeleceu a estrutura regimental do Ministério das Comunicações e selou a nova concentração de competências e quadro de cargos e funções no que se refere à comunicação de Governo.
Diante de toda reestruturação da Comunicação do Governo, o cargo de porta-voz da Presidência da República será desativado em novo decreto a ser publicado nas próxima semanas”.
UOL/montedo.com
Respostas de 16
“Estamentos inferiores não falam” -Disse o Gen Div Rego Barros.
…Mas votamos! Militar de novo em 2022?? Jamais…..
Vai votar em quem guerreiro ?
Comunistas?
Não, no Sérgio Moro.
Sérgio Moro!?
“Çei…”
Não sou o colega que respondeu, mas cada um vota em quem quiser Zé Ruela. Repito, voto em quem eu quiser, azul, vermelho, verde, amarelo… não me apaixono e nem idolatro ninguém nesta terra. Estamentos inferiores é dono do seu voto, é dono do seu nariz.
É cada um que me aparece.
Pensamento idiota este seu…vai votar em quem? Não seja burro amestrado, repetindo este mantra ridículo de que quem não a favor está contra…Ou é Flamengo ou é Vasco; não é assim amigo, posso ser América, Bangu, Botafogo…
Outra coisa…comunismo não existe. Leia um pouco mais sobre o assunto, veja se toda aquela patota do PT é comunista, socialista ou qualquer outra coisa…Não! eles são aqueles que existem para que exista o seu Mito.
Boquinhas…
Agora ele voltará a pertencer aos “estamentos inferiores” !?!?
Todo puxa -saco tem o castigo que merece! Pelo jeito não tinha serventia nenhuma na função! Dito isto fuiiiiiiiiiiiiiiiii
Caramba, não foi esse que inventou o termo “estamentos inferiores”
Levou um pé no rabo e perdeu a teta
Recebeu o terceiro coturno
Esse vai tarde. Parabéns presidente, menos um Estamento Superior na cúpula do governo…
Não vejo demérito na exoneração do general. Ora, exoneração faz parte da agenda de qualquer governo democrático e, o exonerado aceitar visto ser norma. E sendo um militar, sairá numa boa com a consciência do dever cumprido. Se o colocarem em uma outra função, segue normal ,se não, a água sempre continuará correndo para o mar.
Os poderes da Câmara dos Lordes começaram a declinar ? Espero que sim !
Eram irritantes aqueles jargões acadêmicos, associados a uma postura estereotipada de “Lord Inglês”, típicos de pseudointelectuais, com a finalidade de se mostrar superior ou adquirir admiração às custas de um “parecer” e não de um “ser” !!!
Esta postura típica da nobreza imperial, predominante na cúpula das FFAA, é um dos fatores que levam à desunião e a insatisfação dos “estamentos inferiores” os quais vêm resguardando exemplarmente os princípios da hierarquia e da disciplina.
Generais precisam liderar pelo exemplo e se conscientizarem de que a lealdade é uma via de mão dupla. Sem isso, “abalos sísmicos” sempre persistirão dentro da caserna.
Acabou a boquinha no estamento superior do “MITO”.