Bolsonaro desliga porta-voz do governo após deixar-lo sem função e isolado

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, fala à imprensa, no Palácio do Planalto. Otávio Rêgo Barros, porta-voz do Palácio do Planalto (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro não vai mais manter o general Otávio Rêgo Barros como porta-voz oficial da Presidência. A decisão já foi informada aos ministros Fábio Faria (Comunicações) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). De acordo com auxiliares do presidente, o próprio general já está ciente de que será exonerado.
Com a saída de Rêgo Barros também devem deixar o governo alguns de seus auxiliares, a maior parte de origem militar. Segundo uma fonte, a oficialização da saída de Rêgo Barros ainda deve demorar alguns dias.
O porta-voz foi sendo deixado de lado pelo presidente quando Bolsonaro optou por falar quase que diariamente no porta do Palácio da Alvorada. Depois, com a criação do Ministério das Comunicações, seu futuro passou a ser incerto.
Apesar de começar num cargo ligado a Secom, Rêgo Barros e sua equipe estão atualmente subordinados a Secretaria de Governo. A mudança na subordinação aconteceu após a chamada ala ideológica do governo traçar uma estratégia para tentar enfraquecer o posto de Rêgo Barros.
Em julho do ano passado, Rêgo Barros foi alvo de crítica crítica sobre a postura do general com a imprensa tradicional. O filho do presidente, vereador Carlos Bolsonaro , criticou abertamente o porta-voz.
Rêgo Barros também foi alvo de intrigas e divergências com o secretário da Comunicação, Fábio Wajngarten, que hoje é subordinado a Fábio Faria.
Pessoas próximas ao presidente lamentaram a decisão. Um auxiliar disse que foi debatida a possibilidade de encontrar um novo espaço para ele, mas que como o cargo será desativado, seria estranho arrumar um posto para ele no Planalto.
O Planalto oficializou a decisão de afastar o porta-voz em uma nota divulga nesta noite.
Leia a íntegra da manifestação do governo:
“Com a edição da MP 980/20, que criou o Ministério das Comunicações, toda a estrutura do Governo relativa à Comunicação foi reunida em uma mesma pasta.
Em 14 de agosto, o Decreto nº 10.462/20 estabeleceu a estrutura regimental do Ministério das Comunicações e selou a nova concentração de competências e quadro de cargos e funções no que se refere à comunicação de Governo.
Diante de toda reestruturação da Comunicação do Governo, o cargo de porta-voz da Presidência da República será desativado em novo decreto a ser publicado nas próxima semanas”.
UOL/montedo.com

Respostas de 16

      1. Não sou o colega que respondeu, mas cada um vota em quem quiser Zé Ruela. Repito, voto em quem eu quiser, azul, vermelho, verde, amarelo… não me apaixono e nem idolatro ninguém nesta terra. Estamentos inferiores é dono do seu voto, é dono do seu nariz.
        É cada um que me aparece.

      2. Pensamento idiota este seu…vai votar em quem? Não seja burro amestrado, repetindo este mantra ridículo de que quem não a favor está contra…Ou é Flamengo ou é Vasco; não é assim amigo, posso ser América, Bangu, Botafogo…

        Outra coisa…comunismo não existe. Leia um pouco mais sobre o assunto, veja se toda aquela patota do PT é comunista, socialista ou qualquer outra coisa…Não! eles são aqueles que existem para que exista o seu Mito.

  1. Não vejo demérito na exoneração do general. Ora, exoneração faz parte da agenda de qualquer governo democrático e, o exonerado aceitar visto ser norma. E sendo um militar, sairá numa boa com a consciência do dever cumprido. Se o colocarem em uma outra função, segue normal ,se não, a água sempre continuará correndo para o mar.

  2. Os poderes da Câmara dos Lordes começaram a declinar ? Espero que sim !

    Eram irritantes aqueles jargões acadêmicos, associados a uma postura estereotipada de “Lord Inglês”, típicos de pseudointelectuais, com a finalidade de se mostrar superior ou adquirir admiração às custas de um “parecer” e não de um “ser” !!!

    Esta postura típica da nobreza imperial, predominante na cúpula das FFAA, é um dos fatores que levam à desunião e a insatisfação dos “estamentos inferiores” os quais vêm resguardando exemplarmente os princípios da hierarquia e da disciplina.

    Generais precisam liderar pelo exemplo e se conscientizarem de que a lealdade é uma via de mão dupla. Sem isso, “abalos sísmicos” sempre persistirão dentro da caserna.

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