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Pistola desaparece e tropa fica impedida de sair de quartel do Exército em Marabá

Marabá (PA) – Uma onda de boatos se espalhou, nas redes sociais, sobre supostas mortes de alunos do Núcleo Preparatório de Oficiais da Reserva (NPOR), durante a tarde de hoje (22), na Base de Selva, Cabo Rosas, em Marabá, no sudeste do Pará. Os militares estavam participando da chamada “Operação Boina”.
As especulações aumentaram devido a falta de um comunicado oficial por parte da Assessoria de Comunicação da 23° Brigada de Infantaria de Selva. A Redação do Portal Debate Carajás conseguiu apurar que não houve óbito ou acidente com nenhum aluno como foi alardeado. O que houve, na verdade, foi o sumiço de uma pistola 765 na área de instrução, localizada na divisa entre os municípios de São João do Araguaia e Marabá.
De acordo com informações iniciais, as famílias dos recrutas foram convidadas para recepcionar os filhos, mas teriam sido impedidas de entrar no 52° Batalhão de Infantaria de Selva devido ao sumiço do armamento, provocando revolta e indignação por parte dos parentes dos militares recrutas
Informações oriundas do 52° BIS relatam a existência de um grande engarrafamento, na BR-230, na frente da unidade militar. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada para controlar o trânsito e restabelecer a ordem. Pais dos oficiais temporários estariam exigindo informações oficiais por parte do Comandante do ‘Pioneiro da Transamazônica’. Vídeos circulam nas redes sociais, mostrando um princípio de confusão.

Procedimento padrão
Existe uma espécie de protocolo padrão, adotado em todos os quartéis do Exército Brasileiro quando some um armamento. A tropa fica de prontidão até a arma ser recuperada. A medida administrativa estaria prevista no Regulamento Disciplinar do Exército (RDE).

Transgressão disciplinar grave
O Regulamento Disciplinar do Exército prevê a exclusão a bem da disciplina para o militar que roubar algum tipo de arma de uma unidade militar. Depois de um processo de investigação interno, provada a culpabilidade, o elemento cumpre alguns anos de cadeia e vai expulso da corporação.

Nota à imprensa

O 52º Batalhão de Infantaria de Selva (52º BIS) está conduzindo o Estágio Básico do Combatente de Selva (EBCS) 2020 para os militares do efetivo variável. O término das atividades do Estágio, inicialmente previsto para esta data, quando seria realizada solenidade de encerramento do EBCS e a entrega da boina aos militares com a presença de seus familiares, foi suspenso tendo em vista que nem todos os objetivos da instrução dos recrutas foram atingidos.
Aliado a isto está o fato de que as Organizações Militares da 23ª Brigada de Infantaria de Selva estão envolvidas em diversas atividades, como prevenção ao COVID-19, Operação Verde Brasil 2 e a Operação Amazônia, sendo necessário dar prosseguimento às atividades de instrução durante o final de semana.
Foi verificado, ainda, durante a conferência dos materiais de emprego militar, que se encontra extraviada uma pistola pertencente ao Exército Brasileiro que estava sob tutela de militar do 52º BIS. Tão logo verificou-se a falta do armamento foram desencadeadas todas as medidas visando sua imediata recuperação.
Todos os militares participantes das atividades encontram-se apoiando no vasculhamento da área do exercício a fim de localizar o armamento, estão em bom estado de saúde e as famílias foram devidamente avisadas sobre a suspensão da formatura de encerramento do EBCS. Tão logo as buscas sejam encerradas, a tropa retornará para o aquartelamento e será liberada.
Fabrício Moreira de Bastos – Tenente-Coronel
Comandante do 52º Batalhão de Infantaria de Selva

Portal Debate Carajás/montedo.com

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