
O Major Aviador Cristiano de Oliveira Peres, piloto de provas da Força Aérea Brasileira (FAB), realizou, nesta quinta-feira (20), na Suécia, o primeiro voo de um piloto brasileiro no novo caça F-39 Gripen E.
A aeronave decolou do aeródromo da SAAB, empresa responsável pelo desenvolvimento do vetor, em Linköping, e sobrevoou o mar Báltico por aproximadamente 50 minutos. A atividade faz parte da verificação das qualidades de voo e pilotagem da aeronave.
O militar explica que a preparação para o voo desta quinta-feira foi intensa. Ele está desde janeiro em Linköping e tem passado por uma série de treinamentos que o qualificaram para a pilotagem. Entre eles, o estudo da documentação técnica do F-39 Gripen e muitas horas de treinamento em simuladores.
Para o Major Cristiano, realizar o voo foi uma grande responsabilidade dada a importância do projeto para a Força Aérea Brasileira. “O Gripen E FAB 4100 ainda é um protótipo e demandou muito tempo de preparação para esse voo. Mas quando eu ouvi da torre de controle a autorização para o pouso, tive a certeza que todo o esforço valeu a pena. Foi para isso que eu decidi me tornar piloto de ensaio em voo. Agradeço à FAB por ter confiado a mim a missão de levar ao alto a nossa bandeira em céus suecos”, acrescentou.
Gripen
As atividades conjuntas iniciaram em 2014 com a assinatura do contrato para o desenvolvimento e produção de 36 aeronaves Gripen E/F para a Força Aérea Brasileira, incluindo sistemas embarcados, suporte e equipamentos. As plataformas são desenvolvidas e produzidas com a participação de técnicos e engenheiros brasileiros. Essa integração faz parte da transferência tecnológica e visa a proporcionar o conhecimento necessário para a continuidade das atividades no Brasil.
IPEV
O Major Cristiano faz parte do efetivo do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). O IPEV tem por finalidade prestar serviços tecnológicos especializados na área de ensaios em voo, instrumentação de aeronaves e telemetria de dados para apoio à pesquisa, ao desenvolvimento e à certificação de produtos aeronáuticos, bem como formar pessoal especializado em ensaios em voo. Realiza, ainda, pesquisas e desenvolvimento de técnicas e meios de ensaios em voo além de métodos de planejamento e apoio à decisão nas atividades de ensaios em voo, buscando soluções inovadoras e mais eficientes e eficazes.
Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente Jonathan Jayme – Fotos: Divulgação SAAB
cavok/montedo.com
Respostas de 2
Parabéns a todos os brasileiros, civis e militares, por este projeto. Orando.
_ PENSANDO A DEFESA DO ESPAÇO AÉREO BRASILEIRO_
Artigo publicado na “Revista Sociedade Militar”
_ Em verdade, um mapa em inglês revela nossa vulnerabilidade no caso da realização de bombardeios cirúrgicos por parte dos “grandes predadores militares”, existindo outro, na mesma língua, com a localização das sedes de todas as tropas do EB aquarteladas na área do CMA. Uma verdadeira profanação de “casa de irene”, exigindo, no mínimo, um planejamento de locais de muda e suplementares para se furtar à uma destruição prematura, tanto dos quartéis como, também, das bases aéreas.
_ O principal vetor de defesa da FAB, até a chegada dos GRIPEN, é o F5, NORTHROP F-5E TIGER II, modernizado pela EMBRAER com aviônicos israelenses da ELBIT. O F-5E ganhou sobrevida depois de modernizado, mas ainda tem sérias limitações, como pequeno raio de ação com carga bélica e velocidade máxima de apenas MACH 1.6. Sua vantagem reside no seu novo radar e na sua capacidade de engajamento BVR, além do alcance visual, proporcionada pelos mísseis RAFAEL DERBY. Em verdade, este caça está em vias de substituição pelo “GRIPEN” sueco. Sua modernização, todavia, pode ser considerada pela MB posto que, até agora, a FAB ainda nem viu a cor do caça nórdico, isto avaliando que, para a Força Aeronaval, este visual vai custar bem mais ainda, já que precisa sair do chão sem mais delongas, decolando os “F 5” que a FAB for liberando por chegada dos Saab JAS 39.
_ A Base Aérea de Anápolis, no centro do país, para a defesa de Brasília, não abriga mais a uma dúzia de caças MIRAGE 2000, adquiridos de segunda mão da França. Por um acaso estas aeronaves estão sendo vendidos como sucata? Com tecnologia da década de 1980, a vantagem do caça francês sobre os “F 5” estava na velocidade de MACH 2 e na alta performance em combate, similar à do F-16 americano. Os MIRAGE eram deslocados para outras bases em exercícios da FAB e também tinham, como os “F 5”, capacidade de reabastecimento em voo. Aliás, uma das grandes limitações da FAB é o pequeno número de aviões-tanque, outro problema que ainda persiste.
– Já os aviões de ataque A-1 AMX passam por um programa de modernização semelhante ao F5, podem exercer uma função de defesa aérea marginal, em teatros de baixas ameaças, mas sua capacidade de combate aéreo é apenas para autodefesa. Muito corretamente foram todos concentrados no Rio Grande do Sul, território praticamente de pouca ou nenhuma ameaça, haja vista a realidade vivenciada hoje pela tríade MERCOSUL/UNASUL/CDS.
_ Restam os A-29 super tucano, que são os vetores de defesa aérea na fronteira amazônica, contra voos ilícitos feitos por pequenas aeronaves. Nada contra, todavia é preciso levar em conta não que estas aeronaves não representam absolutamente nada em termos de dissuasão extra regional.
_ O programa F-X 2 é vital para que se possa alcançar um novo patamar de credibilidade na defesa do espaço aéreo brasileiro, já que países vizinhos estão se reequipando com vetores muito mais capazes que os nossos. A Venezuela comprou da Rússia o “SUKHOY”. Qual seria a avaliação, por um piloto da FAB, sobre as vantagens e desvantagens deste sobre o “GRIPEN”, tanto em raio de ação, quanto em capacidade de combate?
_ A grande conclusão a que se chega é a de que, hoje, agora, no caso de um raide aéreo pela Venezuela, vamos responder muito mal com nossos meios éreos disponíveis. Já no caso de uma incursão alada por parte de um “grande predador militar”, aí sim, a surra vai causar um “Deus nos acuda”!
Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de infantaria e Estado-Maior
_ FAB, PODER DE COMBATE INCAPACITADO_
Artigo publicado na “Revista Sociedade Militar”
_ Raciocinando apenas com os jatos, o País não tem poder de combate capaz de enfrentar os “grandes predadores militares”.
_ Primeiramente vamos considerar a localização das bases dos caças e a quantidade deles em cada uma delas. Assim temos, considerando os NORTHROP F 5 TIGER II, na base aérea de:
Anápolis/GO, o 1 Grupo de Defesa Aérea/1 GDA/JAGUAR, de interceptação, com 9 * aeronaves “F-5E” (substituindo “MIRAGES” desativados);
Santa Cruz/RJ, o 1 Esquadrão/JAMBOCK do 1 Grupo de Aviação de Caça, de caça, com 10 aeronaves “F-5EM” e 2 “F-5FM”, total de 12;
Santa Cruz/RJ, o 2 Esquadrão/PIF PAF do 1 Grupo de Aviação de Caça, de caça, com 10 aeronaves “F-5EM” e 2 “F-5FM”, total de 12
Canoas/RS, o 3 Esquadrão/PAMPA do 1 Grupo de Aviação de Caça, de caça, com 10 aeronaves “F-5EM” e 2 “F-5FM”, total de 12;
Manaus/AM, o 4 Esquadrão/PACAU do 1 Grupo da Aviação de Caça, de treinamento de caça, com 12 aeronaves “F-5EM”, total de 12.…
*Algumas fontes indicavam um total de “57” aeronaves F5, acreditando-se que “9” estejam substituindo os MIRAGE no Grupo JAGUAR de Defesa Aérea, na Base Aérea de Anápolis. Dizem que serão substituídos por 36 GRIPEN, talvez no “dia de São Nunca”.
_ Quanto ao AMX A-1A/B FALCÃO de ataque ar-superfície, para interdição, reconhecimento e apoio aéreo aproximado, atualmente, todos os 53* estão muito logicamente concentrados na Base Aérea de Santa Maria/RS, nos seguintes esquadrões:
1 Esquadrão do 10 Grupo de Aviação-Esquadrão POCKER, de reconhecimento e ataque, com “7” A-1 e “3” A 1-B, total de 10;
3 Esquadrão do 10 Grupo de Aviação-Esquadrão CENTAURO, de reconhecimento e ataque, com “7” A-1 e “4” A 1-B; total de 11;
1 Esquadrão do 16 Grupo de Aviação-Esquadrão ADELPHI, de caça, com “29” A-1 e “3” A 1-B, total de 32.
* Variadas fontes indicavam um total de “53” aeronaves AMX, algumas que devem ter decolado de suas bases originais para se somarem às já baseadas em Santa Maria/RS, situação plenamente justificada pelo muito baixo grau de ameaça representado pelos países que, junto com o Brasil, compõem o MERCOSUL/UNASUL. Pelo menos um raciocínio lógico, “graças aos céus”!
_ Observe-se que o 1º/16º Grupo de Aviação-Esquadrão ADELPHI (o primeiro a ser equipado com o AMX) concentra aeronaves em número mais que suficiente para equipar um novo esquadrão e ainda recompletar o 3º/10º GAV, padronizando toda a frota com doze vetores. Objetivando desse modo padronizar as Unidades Aéreas, dentro do conceito de Grupo de Aviação (sendo esta a Unidade Aérea com condições mínimas para emprego independente), poder-se-ia redIrecionar o Esquadrão ADELPHI para 2º/10º GAV, trocando desse modo sua designação com o Esquadrão PELICANO especializado em missões de busca-e-resgate. Assim, todo o 3º Grupo de Aviação estaria equipado unicamente com o AMX, tendo como missão primária o ataque ao solo (FONTE PLANO BRASIL).
– Que se diga, é de capital importância ser ponderado o gasto que deve ter primazia em termos de aeronaves, para nossas necessidades prementes. Os aviões de caça devem ser priorizados, e muito bem priorizados, ao invés de helicópteros. Concluindo, no caso de um confronto com os falcões das “grandes potências militares”, ou seja, as que vão mais menos dia nos confrontar, vamos levar uma coça sem precedentes.
Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior
COMENTANDO OS DOIS ARTIGOS ANTERIORES
_ A FORÇA AÉREA, HOJE, AGORA, QUANDO MUITO, TEM CONDIÇÕES DE ABATER TECO-TECOS DE TRAFICANTES. NÃO, NÃO PODEMOS NOS ILUDIR COM ILAÇÕES SOBRE O PODER AÉREO DOS “CUCARACHOS”. NÃO SÃO OS ‘HERMANOS” QUE VÃO LANÇAR SEUS BALÕES DE ENSAIO SOBRE O PRÉ SAL OU POR SOBRE A FOZ DO AMAZONAS. AH! O KC 390! MINHA GENTE, PRECISAMOS MUITO MAIS DE CAÇAS DE ÚLTIMA GERAÇÃO DO QUE PROPRIAMENTE DE AERONAVES LOGÍSTICAS. EM ASSIM SENDO, QUANDO DA CHEGADA DOS “36” GRIPEN, ESTES, SALVO MELHOR JUÍZO, PODERIAM SER DISTRIBUÍDOS DA SEGUINTE FORMA; “10” EM ANÁPOLIS/GO, SUBSTITUINDO OS “12’ ANTIGOS MIRAGE 2000 C (AQUELES ADQUIRIDOS DE SEGUNDA MÃO NA FRANÇA); “13”, QUE SERIAM BASEADOS NOS LITORAIS, DO RIO DE JANEIRO OU DE SÃO PAULO, DEFRONTANDO AS BACIAS PRÉ SÁLICAS; OS OUTROS “13”, EM BELÉM/PA OU MACAPÁ/AP, NO ENTORNO DA FOZ DO RIO AMAZONAS, “ECD” COBRIR O CORREDOR DA CALHA NORTE.
ESTÃO A SOBRAR, SE TODOS ESTIVEREM OPERATIVOS, “57” F5 E “53” AMX, COMO OTIMIZÁL-OS? OS AMX, MUITO ACERTADAMENTE, FACE À UMA HIPÓTESE DE GUERRA/CONFLITO, DE MUITO REDUZIDA POSSIBILIDADE, FORAM CONCENTRADOS NA BASE AÉREA DE SANTA MARIA/RS. E OS “F5”?
_ HÁ QUE SE RACIOCINAR COMO DISPOR, COMO VALORAR, COM A HIPÓTESE DE QUE OS “F-5” ESTEJAM, TODOS, DISPONÍVEIS. SALVO MELHOR JUÍZO, UMA LINHA-DE-AÇÃO PARA BASEÁ-LOS, DE FORMA A FAZER FRENTE À UMA AMEAÇA REPENTINA, AO CORREDOR DA CALHA NORTE DO RIO AMAZONAS, SERIA: TRANSFERIR OS “9” F-5 DE ANAPOLIS/GO, PARA REFORÇAR O GRUPO DE MESMO MATERIAL BASEADO EM MANAUS/AM OU PARA UMA BASE EM BOA VISTA/RR, REFORÇANDO O PODER AÉREO DA GRANDE REGIÃO NORTE, ATUALMENTE MAIS DO QUE FRAGILIZADO. A AMAZÔNIA DISPORIA ASSIM DE “GRIPENS” NA CAPITAL PARAENSE OU AMAPAENSE, E DE MAIOR NÚMERO DE F-5 NO INTERIOR DO ESTADO DO AMAZONAS, EM CONDIÇÕES DE REFORÇAR OS MEIOS POR SOBRE O CORREDOR DA, MAIS DO QUE AMEAÇADA/COBIÇADA CALHA NORTE DO GRANDE RIO, ABRANGIDA PELO PROJETO “TRIPLO A”, ESTE QUE FAVORECE O ATÁVICO SECESSIONISMO ÍNDÍGENA DO ESTADO DE RORAIMA.
DEVE SER SALIENTADO O ROBUSTECIMENTO DO “APARATO AÉREO” DEFRONTANTE DAS BACIAS PRÉ SÁLICAS, PELOS CAÇAS DA MB QUE ESTARIAM BASEADOS EM SÃO PEDRO DE ALDEIA/RJ E EM SANTOS/RJ. APENAS _ _ – – ATENTAR PARA O FATO DE, NA GRANDE REGIÂO NORTE, SOMENTE A BASE DE MANAUS CONTAR ATUALMENTE COM CAÇAS QUANDO, MUTO MAIS DO QUE ISSO, TODAS AS CAPITAIS DA AMAZÔNIA DEVERIAM BASEAR UM ESQUADRÃO DELES, QUE FOSSE, UMA ESQUADRILHA. MAS ISTO É PARA UMA 6ª POTÊNCIA ECONÕMICA QUE SE DESSE AO RESPEITO E NÃO ESTA QUE, AO QUE PARECE, SÓ EXISTE PARA AUMENTAR O SALÁRIO DE UMA CLASSE POLÍTICA E DE MGISTRADOS TOGADOS DESQUALIFICADOS.
PRRPAIVA
CEL INF E EM