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Josias de Souza
A crise do coronavírus foi implacável com os empregos. Excluindo-se os subempregados e os desalentados, há no olho da rua cerca de 13 milhões de brasileiros. O general Braga Neto, ministro-chefe da Casa Civil, ainda não acendeu as fornalhas do programa de desenvolvimento Pró-Brasil. Mas já conseguiu melhorar as estatísticas familiares.
A Casa Civil autorizou a Agência Nacional de Saúde a acomodar em sua folha Isabela Oassé de Moraes Braga Netto, filha do general. Ela ocupará a função de gerente de Análise Setorial e Contratualização com Prestadores. Salário mensal de R$ 13 mil.
Aos pouquinhos, vai ficando claro que, no lusco-fusco do convívio com o poder, as fardas são pardas. E o vício é apenas um nome que a virtude militar inventou para atrapalhar as vantagens dos outros.
Enganchar familiares no déficit público é um hábito tão arraigado que Braga Netto poderia até evocar o direito consuetudinário, aquele baseado nos costumes. Bem verdade que o Supremo editou em 2008 uma súmula que proíbe o nepotismo. Mas sempre se poderá alegar que isso é coisa de toga comunista.
UOL/montedo.com

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