Escolha uma Página

Não funcionou o ‘lobby’ de um membro do Alto Comando em favor do atual comandante da 1ª Divisão de Exército e Vila Militar do RJ, general William Abrahão. Ele foi preterido e deve passar para a reserva. O colegiado resolveu nesta terça-feira (23) conceder a quarta estrela aos generais José Eduardo Pereira, que comanda a 2ª Divisão de Exército e ao Comandante Militar do Planalto, Sérgio da Costa Negraes. Além de Abrahão, foram preteridos os generais Polsin,
Cunha Mattos, Nolasco e Sinott. Chamada de ‘carona’, a preterição ocorre quando um militar mais antigo é ultrapassado por um mais moderno na escala hierárquica. No caso de oficiais generais, tem como consequência a transferência compulsória para a reserva.
Conforme informou a jornalista de Época, Ana Clara Costa, um general do Alto-Comando, de forma inédita, teria ligado para os seus pares pedindo votos para o general Abrahão, o que causou desconforto no grupo, que percebeu um avanço de sinal em relação às práticas da caserna. Pela primeira vez, uma investida direta de um general em nome de um postulante foi percebida nos meses que antecederam a reunião.

Leia também:
A politização dos quartéis já se reflete no Alto-Comando do Exército

Como trata-se de uma escolha pessoal de cada general, discussões ou tentativas de convencimento são vistas com desagrado. Esse general do Alto-Comando, que já serviu pessoalmente o governo de Fernando Henrique Cardoso, hoje é visto como simpático ao presidente Jair Bolsonaro. ÉPOCA confirmou a informação com pares do general, mas optou por não revelar seu nome em razão de as fontes consultadas pela reportagem terem concordado em falar somente em condição de anonimato.
Pela segunda vez, a Reunião do Alto Comando do Exército (RACE) ocorre de forma virtual e deve se estender até a próxima sexta-feira (26).

Skip to content