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Campo Grande (MS) – Um soldado do Exército Brasileiro conseguiu impedir que um homem de 56 anos se jogasse do viaduto da Avenida Ceará, na tarde desta quarta-feira (10), em Campo Grande.Vítima faz tratamento de depressão e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros.
Pouco depois das 15 horas, o soldado Mateus Amarilla Cubas, 19 anos, voltava para casa de bicicleta pela Avenida Afonso Pena quando ouviu os gritos de outro rapaz que trabalha na construção civil, próximo ao local. Mateus, rapidamente, jogou a bicicleta no canteiro e ajudou a segurar o homem que já estava com uma das pernas para fora da mureta de contenção.
A equipe de reportagem do Diário Digital flagrou a cena, logo após o resgate. “Foi muito rápido, quando eu vi o outro rapaz se aproximando dele, corri para ajudar a segurá-lo. Ele estava bastante nervoso”, contou o militar.
Uma equipe do 1º BPM (Batalhão de Polícia Militar) esteve no local e acionou o Corpo de Bombeiros.
A identidade da vítima será preservada. Mas, sentado no meio fio, na Av. Afonso Pena, chorando, o homem contou a reportagem do Diário Digital que faz tratamento para depressão e está afastado do serviço há um ano e sete meses, sem conseguir receber do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
“Eu já levei mais de cinco atestados no INSS, no meu trabalho e não tenho resposta. Estou vivendo todo esse tempo com meu vale alimentação de R$400. Sendo que dou R$300 para morar de aluguel e o que me sobra mal dá para comer”, desabafou.
Conforme o homem, na tarde desta quarta-feira, ele saiu para mais uma vez ir até a empresa em que trabalhava como serviço gerais buscar orientação e foi informado que seu pedido no INSS havia sido deferido, ou seja, aceito. Porém, ele irá receber apenas um salário mínimo, em julho, referente ao mês de abril. Desesperado, na volta, ele tentou se jogar do viaduto.
“Eu não aguento mais. Não tenho família, meus pais morreram eu era pequeno, fui criado em um orfanato. Não tenho esposa e nem filhos. Tem dia que não tenho nem o que comer”.
O homem foi socorrido e encaminhado para um CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) para tratamento.
DIÁRIO DIGITAL/montedo.com

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