Além da patente de general, os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Walter de Souza Braga Netto (Casa Civil), Augusto Heleno (GSI) e Eduardo Pazuello (Saúde) têm um fato em comum no currículo: todos atuaram na Rio-2016.
Oficializado hoje chefe interino da pasta da Saúde, Pazuello integra o grupo militar que tem angariado mais espaço tanto no Palácio do Planalto quanto na Esplanada dos Ministérios, com nomeações de ex-subordinados à época da Rio-2016 para postos de segundo e terceiro escalão no governo.
Atualmente, os quatro generais formam um eixo de confiança em torno de Jair Bolsonaro (sem partido), que rivaliza com os filhos do presidente quando o assunto é aconselhá-lo.
A escalada militar dentro da cúpula mais próxima ao mandatário — onde civis como Onyx Lorenzoni (hoje ministro Cidadania) e Sergio Moro (ex-titular da pasta da Justiça e Segurança Pública) — caíram gradativamente, foi o pivô da ascensão da chamada “turma da Olimpíada”.
O homem da logística
Pazuello assume a Saúde interinamente, em meio à pandemia do coronavírus, com a missão de reorganizar o órgão após as polêmicas saídas dos ex-ocupantes do posto Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, ambos defensores do isolamento social como medida de combate do coronavírus e contrários ao uso da cloroquina em casos.
Nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, o general atuou como coordenador logístico das tropas do Exército e era subordinado ao hoje ministro da Casa Civil, Braga Netto. À época, Netto era o coordenador-geral da assessoria Especial para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
Os militares atuaram, durante os eventos esportivos, no patrulhamento de aeroportos, entorno dos estádios, além de monitorar revistas nos estádios.
O papel desempenhado na competição é mencionado por colegas que destacam Pazuello como alguém de notável “capacidade operacional”. Ramos, ministro da secretaria de Governo e que também trabalhou na Rio-2016, o descreve como um “resolvedor de problemas”.

Veteranos
Ramos, amigo de Bolsonaro, foi convidado para assumir a função de ministro palaciano após a demissão do também general Carlos Alberto dos Santos Cruz. Ele está no posto desde julho de 2019.
Na Olimpíada, Ramos era o chefe da 1ª Divisão de Exército e responsável pelo Complexo Esportivo de Deodoro, na zona oeste da capital fluminense. Também esteve ao lado de Braga Netto, que ajudou a comandar todo o planejamento de segurança.
O trabalho realizado durante a Olimpíada foi fundamental para a carreira de Braga Netto, que posteriormente chegaria ao posto de chefe do CML (Comando Militar do Leste), cargo de grande destaque dentro das Forças Armadas.
Em 2018, ele foi designado pelo então presidente Michel Temer (MDB) para ser o interventor federal da segurança pública no RJ. A missão foi uma ponte para Brasília. O general foi ganhando, aos poucos, espaço dentro do governo. Em fevereiro deste ano, ele assumiu como ministro da Casa Civil e rapidamente se tornou um dos homens de confiança do presidente.
Já Heleno, o “decano” da turma, foi dirigente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) até 2017, quando pediu demissão após a prisão do presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman —este é investigado pela força-tarefa da Lava Jato no RJ por corrupção na esteira do esquema chefiado pelo ex-governador Sergio Cabral.
À frente do Instituto Olímpico (órgão educacional do COB) e do departamento de Comunicação e Educação Corporativa do comitê, cabia ao general formular estratégias de comunicação interna e externa direcionadas a melhorar o desempenho do chamado “Time Brasil” — marca do COB que representa o conjunto de atletas olímpicos.
UOL/montedo.com
Respostas de 10
Oferecimento, CABIDEX – Cabide de Empregos do Exército! Qual vai ser a justificativa dos militares que dão apoio incondicional pra um poste desses que escora mais de 40 bagres pra “tocar” um ministério em meio a pandemia?!?!?!?
Bando de incompetentes, alguma dúvida, Veja o que fazem pela tropa. Vai aparecer alguém ou alguns puxa saco defendendo e criticando meu comentário.
Não, mas não esquece nunca, que vamos pagar a conta por muitos anos. As FA vão se ferrar por culpa desses aí, que foram se meter em política.
Não é uma questão de “meritocracia” como gostam os Chefes de fazerem referência quando se trata de aumento de salário; nem de conhecimento, haja visto que o General, com todos os seus méritos, não é formado em medicina; então, do que se trata? Sim, trata-se de quem baixa a cabeça e cumpre ordens, é essa a meritocracia tão alarmada. Probos todos devem ser, é obrigação, não mérito. Esta nova e a próxima geração confiarão nas FFAA como nossos pais e avós? Não…o Exército de Caxias hoje mudou de nome, é o exército de Messias.
Este encosto não incentivou o isolamento social, ao contrário, está fazendo de tudo para sabotar a medida, a única até agora cientificamente comprovada, e agora vai gastar milhões do nosso dinheiro para comprar um remédio que não tem eficácia comprovada. Resumindo, é mais barato mandar fazer covas do que comprar respiradores e abrir novos leitos.
O QUE O EXÉRCITO RECONSTRUIU SUA HISTORIAS NESSES ÚLTIMOS 30 ANOS, ESSES PATETAS DE ESTRELA RASGARAM, OS PRÓXIMOS GOVERNOS ACABARAM COM AS FFAA, DEIXANDO APENAS O MÍNIMO NECESSÁRIO. O EXÉRCITO DE CAXIAS VIROU O EXÉRCITO DO “MESSIAS”.
Eu acho que o Presidente tem o direito de escolher seus auxiliares. Sendo ele um Militar irá escolher pessoas desse setor. Agora convenhamos: para o Ministério da Saúde tem que ser um profissional da área que passou a vida inteira labutando nesse setor. Seria correto um Médico comandar um Batalhão de Infantaria? Tem que ser cada macaco no seu galho.
A última, foram os dados sobre o Covid 19, que foram segurados pelo Ministério da Saúde, que tem no cargo um general de Intendência … depois vão se esconder atrás da Insituição e querer usar (de novo) a seu favor…
O general resolveu o problema da covid-19 no país. Escondeu os números embaixo do tapete. Parabéns! Na maior crise sanitária do século um general vai entrar para a história e não vai ser pela competência.
Não sei porque lembrei daquela série antiga “os três patetas”. Como era o nome do gordinho?