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Deputado federal disse que atuação depende do ‘clamor popular’ e citou o golpe de 1964

O Globo
RIO — O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) falou, nesta quinta-feira, sobre a possibilidade de as Forças Armadas colocarem “pano quente” no conflito entre os Poderes para restabelecer o “jogo democrático”. A declaração vem um dia após o ministro do Supremo Alexandre de Moraes autorizar uma operação no inquérito que apura fake news e mensagens contra a Corte. Seis deputados federais bolsonaristas, além de aliados e militantes do presidente Jair Bolsonaro foram alvos da ação.
— Eu vou me valer de novo das palavras de Ives Gandra Martins: o poder moderador para restabelecer a harmonia entre os Poderes não é o STF, são as Forças Armadas (…) Eles [Forças Armadas] vêm, põem um pano quente, zeram o jogo e, depois, volta o jogo democrático. É simplesmente isso — afirmou Eduardo à rádio Bandeirantes.
Em março, o jurista Ives da Silva Martins afirmou em vídeo que a atuação de ministros do STF poderia, segundo ele, resultar em intervenção das Forças Armadas para solucionar um impasse entre os Poderes.
Ivo estaria fazendo uma interpretação do artigo 142 da Constituição. que diz que as Forças Armadas são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.
O deputado ainda disse que a possibilidade das Forças Armadas atuarem depende do “clamor popular” e citou o golpe de 1964 como exemplo.
— Os militares [em 1964] só entraram em ação depois do clamor popular. Ninguém quer isso. No entanto, as pessoas que não conseguem enxergar dentro do STF e no Congresso instrumentos para reverter esse tipo de desarmonia entre os Poderes, eles se abraçam no artigo 142.
Nesta quarta-feira, dia da operação, Eduardo defendeu que o ministro Moraes deveria ser punido por abuso de autoridade e que uma “ruptura” não é questão de “se”, mas de “quando”. O filho do presidente disse também que “quando chegar ao ponto que o presidente não tiver mais saída e for necessários uma medida enérgica ele é que será tachado como ditador”.
O GLOBO/montedo.com

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