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O general Eduardo Pazuello, que assume como número dois do Ministério da SaúdeO general Eduardo Pazuello, que assume como número dois do Ministério da Saúde | Agência Brasil
Chamado por Jair Bolsonaro para ser o número dois do Ministério da Saúde, o general Eduardo Pazuello, que assume a secretaria executiva da pasta, disse, em entrevista à coluna, que ficará no cargo “até tudo acalmar”.
O militar contou que integrará uma equipe de transição para ajudar o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, até ele fazer suas nomeações. Os dois se conheceram na segunda-feira (19) e foram apresentados no Palácio do Planalto. “Sou comandante de 5 mil homens na 12a. Região Militar, em Manaus, não tem general na gaveta, não. Vamos apoiar e voltar”, disse.
Perguntado sobre sua posição em relação ao isolamento social, medida criticada por Bolsonaro, Pazuello desconversou: “Não tenho esse processo decisório comigo, nem a visão do todo, estava comandando tropa até ontem”. Ele afirmou que sua nomeação e de integrantes de sua equipe devem sair até o fim desta semana.

Qual será seu maior desafio na pasta da saúde?
O presidente me convocou para dar apoio emergencial ao novo ministro, para que ele não chegue sozinho. Temos que trocar a roda com o carro andando. Imagina um cara chegar sozinho numa situação como essa, com gente indo embora, e ele tendo que ter resposta para o combate ao coronavírus e ainda indicar pessoas para não sei quantos cargos. O presidente não pode colocar o cara sozinho, tem que colocar a equipe pra apoiar.

E que apoio o senhor vai dar?
A ideia é atuar na parte administrativa, auditando o que for feito, tendo cuidado para não fazer as coisas erradas. Monitoramento, logística, apoio, necessidades de transportar medicamentos, coordenação com ministérios, isso vai cair na minha mão.

O senhor vai ajudar na definição de estratégias de combate ao vírus?
A missão é com o ministro, ela não é dicotômica. E assim que ele conseguir selecionar as pessoas com quem vai trabalhar, vamos capacitá-las e ir tirando essa equipe de apoio.

O senhor vai ocupar o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde por quanto tempo?
Até tudo isso acalmar. O ministro Nelson tem que escolher toda a equipe. Ficaremos o tempo que for necessário, não tem data. Pode ser um, quatro meses. O meu compromisso com o presidente é ajudar no que for necessário, até tudo ficar redondo. Sou comandante da 12a Região Militar, não tem general na gaveta, não. Comando 5 mil homens na Amazônia. Vamos apoiar. Depois, voltamos.

O que o presidente pediu para priorizar?
Só falamos da estratégia, desse modelo que estamos desenvolvendo de auxiliar o ministro.

Qual sua posição sobre o isolamento social?
Eu sou a área de apoio, a estratégia tem que ser do ministro. Se fosse a minha responsabilidade propor isso, estaria pensando nisso, mas não é o caso, ainda não. Não tenho esse processo decisório comigo, nem a visão do todo, estava comandando tropa até ontem.

O presidente Bolsonaro pediu para acelerar o fim do isolamento?
Em momento nenhum ele tratou de aspecto de saúde, mas em apoio ao ministro.

Quantas pessoas o senhor vai trazer para sua equipe?
Estamos trabalhando nisso, acho que umas dez, 12 pessoas.

Quando sai sua nomeação?
Acredito que até o fim da semana.
O Globo-montedo.com

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