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Para acelerar o processo de análises de benefícios, governo propôs a realocação de 7 mil da reserva para o INSS

TÁCIO LORRAN
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O general Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), criticou a realocação de militares da reserva proposta pelo governo federal para analisar os processos atrasados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A força-tarefa prevê a seleção de 7 mil militares da reserva para ajudar no atendimento. Cerca de 2 milhões de pedidos estão parados há mais de 45 dias, prazo legal para serem analisados.
Em rede social, Santos Cruz apontou que a ideia “não tem cabimento” e representa uma “falta de capacidade administrativa” do governo Bolsonaro.
“Militares no INSS? Não tem cabimento. Os funcionários do INSS sabem dar as ideias para a solução. Tem que valorizar a instituição e as soluções irão aparecer. Colocar militares para qualquer coisa é simplismo, falta de capacidade administrativa. É obrigação valorizar as instituições”, opinou, nesta quinta-feira (16/01/2020).
O general não está sozinho. O jornal O Estado de S. Paulo revelou nessa quarta-feira (15/01/2020) que a proposta não foi bem recebida no Alto-Comando das Forças Armadas.

INSS: especialistas criticam força-tarefa e temem judicialização
O Metrópoles mostrou que especialistas que cuidam do direito do cidadão à Previdência também se mostraram insatisfeitos com a medida emergencial. Os advogados temem ainda que a proposta possa acabar por aumentar o número de processos na Justiça contra o INSS.
A proposta terá um impacto nos cofres públicos de R$ 14,5 milhões mensais. A União deverá pagar aos militares que voltarem à ativa um acréscimo de 30% nas remunerações para desempenhar as novas funções.
Metrópoles/montedo.com

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