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Andre Luis Freitas*
Sobre a banda de música, George Fielding Eliot, militar da Escola de Comando e Exército-Maior do Exército dos Estados Unidos, escritor e jornalista especializado em assuntos militares e navais, em publicação na edição brasileira de novembro de 1953, da Revista Military Review, afirma em A Alma do Exército: “As canções que toca e as palavras que as acompanham podem parecer muito afastadas do heroísmo ou da devoção, mas o seu poder mágico e vibrante pode levar a alma do soldado a compreender certas verdades de que suas mentes duvidariam. Mais do que isto, ninguém pode dizer ao certo onde vive a alma do batalhão, mas a expressão dessa alma é, na maioria das vezes, encontrada na banda”.
Sem dúvida, o verdadeiro significado da missão musical das bandas e fanfarras militares, quer sejam do passado, quer do presente, é conduzir a cadência rumo aos objetivos planejados.
É sabido que a Musica esta entre os principais instrumentos psicológicos no despertar das grandes massas. Tal poder deve ser levado a sério e utilizado nas operações militares, confirmando a citação do General Jonas Correia, em 1921: “A canção militar é um alimento para o espírito militar e estimulador da alma do soldado”.
É fato que a atuação da banda de música influencia, espontaneamente, todo o efetivo de uma unidade militar e, quando levada para além dos muros da caserna, causa admiração, provocando efusivos aplausos. Isto gera, nos bons patriotas, intenso desejo de ingresso na vida castrense. Quem de nós poderá afirmar que nunca se emocionou ao ver e ouvir uma banda de música executar hinos pátrios ou desfilar garbosa, despertando uma irresistível vontade de marchar ou cantar? É pura magia em forma de convite para avançar, como Napoleão Bonaparte afirmou: “Ponha uma banda de música na praça e o povo a seguirá para a festa ou para a guerra”.
Quando Dom João VI desembarcou no Brasil, em 1808, trouxe consigo uma banda formada por nove músicos. Em Portugal, cada Regimento de Infantaria do Exército possuía essa formação, sendo alterada, em 1815, para 11 integrantes. Outro aumento expressivo foi na Inglaterra, quando a banda integrante da Royal Artillery passou de 12 para 38 instrumentos. A França mostrou interesse no aperfeiçoamento, formando, em 1845, uma banda oficial com 48 instrumentistas. A Suíça copiou o mesmo efetivo da Prússia, que era de 36. O Exército Brasileiro possui, atualmente, uma divisão para o número de integrantes nas bandas e fanfarras, tendo de 16 até 96 músicos.

FORMAÇÃO DO MESTRE DE MÚSICA PELO EXÉRCITO BRASILEIRO:
O Curso de Especialização em Mestre de Música é realizado anualmente na Escola de Logística do Exercito no Estado do Rio de Janeiro; os candidatos são definidos após processo seletivo aplicado aos Sub Tenentes Músicos com provas de Regras de Harmonia Musical; Historia da Música, Orquestração e Instrumentação. Os militares aprovados frequentam o Curso de Mestre de Musica na Escola no Rio de Janeiro RJ; de onde saem os mestres de música e futuros regentes das bandas de musica e fanfarras do Exército, distribuídas por todo o território nacional.

* André Luis Freitas é Subtenente Músico do Exército acadêmico de jornalismo; natural da Região Missioneira, no Rio Grande do Sul, escreveu o artigo por ocasião da realização do Curso de Especialização em Mestre de Musica/2019 (Rio de Janeiro RJ).

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