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Aviso aos navegantes:
O texto abaixo carrega uma considerável carga de ironia, que espero seja bem entendida pelos leitores.

A “parcela proletária das Forças Armadas” acaba de ganhar o apoio do Partido da Causa Operária (PCO), organização de extrema esquerda surgida de uma dissidência do PT nos anos 1990.

Marxismo na veia
Matéria publicada na página DIÁRIO CAUSA OPERÁRIA afirma que praças e soldados (sic) – que seriam a tal “parcela proletária” –  estariam recebendo os mesmos ataques desferidos pela burguesia contra toda a população. “Quem é do povo não pode confiar nunca na direita”, diz o texto, recheado de chavões marxistas, como: “sociedade capitalista”, “camadas proletárias da população”, “burguesia”, “imperialismo”, etc.

Camarada Lênin
Parecendo invocar Vladimir Ilitch Ulianov (Lênin), o PCO ensina que “a vaga noção nacionalista que é incutida nos quartéis não passa de uma abstração demagógica”, cujo objetivo – óbvio! – “é manipular pessoas do povo para aceitarem salários de fome e um tratamento absolutamente indigno […] para servir aos interesses dos setores mais opressivos e entreguistas da burguesia”.

Sindicalizai-vos!
Usando como ponto de partida os comunicados emitidos pelos Comandantes sobre a proibição aos militares de constituírem organização sindical e a participação de associações de militares em audiência pública na Câmara em 16 de agosto, o texto conclama os fardados do baixo clero a lutarem pelo seu sindicato.

Exército Popular
Sargentos, cabos e soldados devem ter inclusive o direito de escolher o comando das Forças Armadas, através de eleições, afinal “ficar na mão da burguesia” é “exploração e opressão”.

Todo o poder às praças!
E finaliza: “Toda a força à luta de praças e soldados das três forças pela conquista de sua dignidade de cidadãos, pelo seu direito de greve e de organizar sindicatos, e contra todos os ataques da direita aos seus direitos!”
Qualquer semelhança com “todo o poder aos sovietes” não é – obviamente! – mera coincidência.

Diga-me com quem andas…
Lembrando Aparício Torelly, o “Barão de Itararé”: “Diga-me com que andas e te direi se vou contigo!”.

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