Carlos Fabio Barbosa Macêdo

“Nunca lideraram nem guerra de travesseiros”.
Como assim? E nem precisam…..Nenhum General – comandante de um Exército, ou mesmo um sargento – comandante de pequenas frações, precisam comandar seus subordinados numa guerra convencional, para poderem demonstrar seu valor moral e preparo profissional, como também atributos como coragem e lealdade.

Todo o tipo de treinamento e/ou capacitação técnica são feitos em tempos de paz, enfrentando-se situações e conflitos fictícios, a fim de adestrar o militar para possíveis situações reais.

Não somente Generais e Cel Cmt OM, mas também oficiais de baixa patente, como também militares graduados (STen, Sgt, Cb) e até mesmo nossos soldados têm plena capacidade de, sendo postos à prova, mostrarem sua abnegação e senso do cumprimento do seu dever constitucional: Defender a Pátria, se preciso for, até com o sacrifício da própria vida.


O que dizer da FEB? Os nossos pracinhas, ao serem convocados para um conflito de proporções mundiais, primeiro receberam treinamento específico em território nacional, em condições de temperatura e relevo análogos aos do território do conflito. E a história, no mundo inteiro, está aí para contar os feitos destes valorosos militares, de todas as graduações e postos. Nossos heróis nacionais, o são também para os italianos, a exemplo do saudoso Sgt Wolf – patrulheiro dos patrulheiros, e muitos outros que perderam suas vidas em território não pátrio.

Em tempos modernos, de uns trinta anos para cá (1990…..), o nosso Exército – Braço forte e mão amiga – tem atuado em diversas situações de apoio à Nação, diante dos desafios que se impõem à nossa frente.

Como exemplo, podemos citar alguns deles, dentre muitos outros:
– Operações de GLO – Garantia da Lei da Ordem;
– Operações de GVA – Garantia de Votação e Apuração;
– Operação Carro-pipa – Gestão, controle e distribuição de água potável no NE brasileiro;
– Operação Acolhida – Amparo e apoio ao povo venezuelano no Estado de Roraima;
– Operação Felino (OPLP) – Exercícios conjuntos entre países de Língua Portuguesa;
– Operação Ágata – Na Região Norte do nosso país, em conjunto com outras Forças Auxiliares e judiciárias;
– ACISOS – Ação cívico-social em diversas regiões do nosso país;
– Operação Ilhéus;
– Operação Iléia-pátria;
– Operação Maré;
– Intervenção Federal no Estado do Rio de Janeiro;
– Intervenção por Ordem judicial em presídios federais e estaduais;
– Operações de combate à Dengue e outras doenças urbanas e arbo-virais;

E por fim, por não me recordar de muitas outras, as Missões de Paz mundo afora, sendo reconhecidas (Nossas FFAA), como uma Força de altíssima capacidade técnico-profissional, demonstrada ao logo de mais de 60 anos de atuação (Desde 1948…..até os dias atuais).

Todas estas atividades foram elaboradas, pensadas, estudadas, trabalhadas e executadas sob a chefia, direção ou comando de Oficiais generais, os quais tiveram sob sua subordinação e chancela, muitos outros militares: Cel, Ten Cel, Maj, Cap, Ten, Asp Of, STen, Sgt, Cb e Soldados, sem os quais nenhuma destas missões e tarefas seriam tão bem executadas, como realmente foram.

Nosso generais, nem nossos militares, realmente “Nunca lideraram nem guerra de travesseiros”, pois têm outras “guerras” muito mais importantes e urgentes para combater, em prol e por amor ao nosso povo e ao nosso grande País.

Brasil, Caatinga!!!

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