Paulo Márcio Dias Mello foi demitido por telefone da AGLO pelo general Brasil

Em entrevista ao Blog Olhar Olímpico, o ainda presidente da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), Paulo Márcio Dias Mello, se disse apunhalado e atacou o general Décio Brasil, Secretário de Esporte do governo federal.

Na terça-feira (18), a Comissão de Esporte da Câmara dos Deputados promoveu uma audiência pública para discutir o futuro da AGLO, que deve ser extinta até 30 de junho, conforme determina a lei que a criou, de 2017.  Na audiência, o Secretário fez duras críticas à gestão da autarquia nos últimos dois anos e  defendeu um instrumento jurídico que a prorrogue até o fim do governo Jair Bolsonaro (PSL).

Paulo inicialmente foi convidado, mas depois desconvidado. No meio do caminho, recebeu uma ligação do general, o destituindo das suas funções, mas não foi exonerado até agora.

Diante das declarações de Décio Brasil, Paulo reagiu: “Eu me senti completamente estarrecido com as inverdades ditas pelo senhor secretário de esporte Décio Brasil. Tem que avançar nos estudos? Então por que não foi feito isso em janeiro? Eles tão lá desde janeiro. Eu ia toda semana a Brasília, era o maravilhoso, entendia de legado… Aí ele (general Brasil) me liga de forma vil, covarde, sem nem ter competência para isso, e me demite. Isso não é atitude de homem. Isso revolta. Sinto que fui apunhalado pelas costas.”

Na Câmara, Décio Brasil defendeu que a autarquia, que atualmente tem 95 cargos, passe a ter apenas cerca de 38. Paulo Márcio concorda que a AGLO precisa de uma reforma administrativa, mas duvida que esse corte signifique menos despesas para os cofres públicos. “Conversa fiada. Não adianta reduzir sem critério, sem estudo aprofundado. O legado olímpico vai andar para trás. Aquilo é problema todo dia. Tem que estar todo dia cuidando de problema. Acho sim que precisa de uma reforma administrativa, não vou ser hipócrita, mas estão tirando esses cargos de lá para transferir para o Ministério da Cidadania. Vai ter coronel pra c… lá dentro. Você não tem noção. As nomeações deveriam ter caráter técnico, mas não vai ser. Eu vi a listinha. É coronel, coronel, coronel, coronel…”

Procurados, o COB a Secretaria do Esporte não quiseram comentar.

Leia a entrevista completa no Blog Olhar Olímpico.

Com informações do UOL

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