Antes de abordar o assunto que motiva este texto, esclareço: não sou de esquerda, nunca fui. Abomino a história de atrocidades que está na base de todos os partidos que hoje defendem bandeiras pseudo-libertárias e cuja ação político-institucional após o final do Regime Militar colocou o País na situação em que hoje se encontra. Dito isto, sigamos:

A virulência que grassa nas redes sociais é assustadora, mas não me impediu de advertir, em janeiro de 2018, referindo-me a Bolsonaro: “Não me peçam para aplaudir um boçal só porque é honesto.”

O capitão acabou tornando-se  a alternativa que  restou ante a derrocada dos valores morais da sociedade, do aparelhamento do Estado que elevou a corrupção institucionalizada à categoria de método pelo PT et caterva, emprestando motivação ideológica à roubalheira.

Uma vez vitorioso o “Mito”, sua trupe pareceu acreditar que a imprensa, esquerdista e tendenciosa em sua grande maioria, daria tempo ao governo para que apresentasse os primeiros resultados para só depois partir para o massacre anunciado.

O paradoxal é que, nem em seus melhores sonhos, esta mesma imprensa imaginou que teria que fazer tão pouco esforço em busca de um noticiário negativo. O governo se encarrega diuturnamente dessa tarefa, patrocinando barbaridades a cada dia. E elas são tantas que conseguem ofuscar o trabalho de figuras exponenciais como Guedes e Moro.

Nem vou falar das asnices de Damares, Araújo e Weintraub, entre outros menos votados.  Atenho-me ao constrangimento público a que Olavo de Carvalho e os filhos de Bolsonaro têm submetido os generais do governo, em particular Mourão, Santos Cruz e Villas Bôas. É assustador o silêncio do Presidente! É vergonhoso! Vergonha, aliás, que também sinto quando alguns comentaristas vem aqui no blog aplaudir e regozijar-se com essas infâmias.

Já atribuíram-me muitos defeitos, mas covardia intelectual e bajulação nunca estiveram entre eles. Afinal, como diz um ditado gaúcho, ‘não sou dinheiro para todo mundo gostar’.  Vamos em frente!

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