Serviço militar moderno pode ajudar a combater desemprego entre jovens

Gesner Oliveira

A desocupação assumiu proporções dramáticas. O IBGE divulgou uma taxa de desemprego de 12,7% em março, atingindo 13,4 milhões de brasileiros. Mas o percentual relevante é de 25% de subutilização, equivalente a 28,3 milhões de pessoas. É quase metade da população do país, quando se consideram os familiares dos desocupados.

Uma versão moderna de serviço militar que atenda a comunidade e aumente a empregabilidade de jovens desocupados ou desalentados (que desistiram de buscar emprego) pode ajudar no combate ao desemprego.

A crise atingiu em cheio os jovens brasileiros. Neste grupo, o número de desalentados triplicou desde 2014, saltando de 500 mil para 1,76 milhão.

A exemplo de outros países, como a França de Macron, o governo deveria considerar programas especiais que aumentassem a empregabilidade dos desocupados e, especialmente, dos jovens. É preciso romper o círculo viciosos de não achar emprego por não ter experiência e de nunca obtê-la justamente pela falta de oportunidade de trabalho.

No caso da França, há uma preocupação com o fortalecimento da identidade nacional e a integração étnica e social. No caso brasileiro, a capacitação profissional deveria ganhar especial atenção.

Um serviço militar moderno engajaria todos os gêneros. Além de noções básicas de defesa e proteção das fronteiras, contemplaria diferentes atividades, como o atendimento a comunidades carentes, defesa do meio ambiente e da economia circular, zeladoria urbana, entre outras.

Isso poderia ser um passaporte para o mercado de trabalho e para um sentimento de nação. No passado, o serviço militar tradicional e projetos como o Rondon entre universitários apresentaram aspectos positivos para a formação de uma identidade nacional. É hora de pensar em fórmulas adequadas aos desafios atuais, especialmente para o drama do desemprego.

UOL/montedo.com

Respostas de 14

  1. Muito cuidado com essas ideias.
    Já começa com “aceitando todos os gêneros”, uma das bandeiras progressistas que os nossos comandantes (leia-se generais) fecham os olhos.
    Logo estaremos formando militantes esquerdistas vestindo farda.

  2. Quer resolver o desemprego? Comecem pensando em reduzir a população. Controle de natalidade deveria ser as das prioridades dos próximos governos, pois a hora que os robôs e a AI tomar os empregos dos humanos, o que vai acontecer com a mão de obra barata e não especializada?

    1. Finalmente alguém teve a coragem de falar a verdade! É como o ministro da MD falou: a tecnologia é uma escada rolante q só sobe!

  3. lembro-me do genesis do projeto soldado-cidadão. Nao OM em que servia incorporaram um monte de recrutas prometendo cursos profissionalizantes e outros mais porem se esqueceram de firmar contrato com o sesc sesi etc, resultado: um monte de soldados fazendo faxina e dando alteração por terem sido enganados pelo glorioso EB. Se é para dar ideias ridiculas que tal cado POLITICO contratar, DO PRÓPRIO BOLSO” dois desempregados para exercer uma função de auxiliar para assuntos aleatórios?

  4. Já postei aqui no site antes…a IA e a quarta revolução tecnológica vão gerar, na próxima década, 30 milhões de desempregados no Brasil! Os políticos sabem disto, o governo sabe disto, os empresários sabem…só o povo ignorante desconhece o terrível futuro que vem rápido! Preparem se para o caos e uma violência inimaginável!

  5. Caros companheiros, o serviço militar obrigatório tem por finalidade o uso de mão de obra barata e em abundância para as diversas missões de manutenção, limpeza, etc. Qual trabalhador, regido pela CLT iria estender seu expediente à noite pra realizar faxina porque um Gen resolveu fazer uma visita de ultima hora? Eles, os Sup não estão nem aí pra operacionalidade, em ter uma tropa realmente operacional e sim uma mão de obra barata, em abundancia e descartavel, já que no ano seguinte vem mais.

  6. “Serviço militar moderno pode ajudar a combater desemprego entre jovens”

    É verdade além de um ótimo emprego para essa geração nem-nem (nem estuda e nem trabalha), depois de cumprir o serviço militar obrigatório, esse mesmo jovem promissor pode até cavar uma “aposentadoria” ou “reintegração” domiciliar, alegando uma série de fantasias mirabolantes, sempre apoiadas e defendidas pelos paladinos dos coitadinhos, os advogados do diabo.
    Não é a toa que já existem advogados especializados nesse tipo de “cliente”.

    Trabalhar que é bom, ninguém quer…Bando de parasitas…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *