‘Vamos apurar e cortar na própria carne’, diz ministro sobre músico morto no Rio

O ministro da Defesa do governo Bolsonaro, o general Fernando de Azevedo e Silva – Imagem: Reprodução

Fabio Serapião
Em Brasília

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, classificou como “lamentável e triste incidente” a ação de militares no Rio de Janeiro que resultou em 80 disparos contra um veículo onde estava uma família. “Lamentável incidente. Foi um incidente, vamos apurar e cortar na própria carne”, disse o ministro durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.
No último domingo, dez militares dispararam mais de 80 tiros contra um veículo em Guadalupe, zona norte do Rio, que supostamente foi confundido com um automóvel em que estariam criminosos. No carro alvejado estavam o músico Evaldo Rosa dos Santos, de 46 anos, e sua família. O músico morreu no local e duas pessoas ficaram feridas. Rosa foi sepultado hoje no Rio, em clima de forte comoção. Familiares e amigos pediram justiça durante a cerimônia de sepultamento.
De acordo com o ministro, os militares foram ouvidos pela Polícia Civil e foi constatado que as “normas de engajamento” não foram seguidas e, por isso, eles foram presos. “Lamentável, triste, mas fato isolado em relação às ações (em) que os miliares atuam”, avaliou o ministro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
UOL/montedo.com

Respostas de 18

  1. Falou o estritamente necessário,sem especulações ou suposições. É lamentável? Sim! Óbvio! Mas a apuração dos fatos é imprescindível para uma resposta sensata à sociedade. “Tudo indica que…” OK,mas temos que aguardar os resultados da investigação!

  2. 80 tiros na parte de trás do carro de 7.62 em um carro cheio de pessoas e somente um leva o tiro, que inclusive estava na frente, e morre???? Não entendi Sub…

  3. Nao pode fazer isso, nao pode fazer aquilo. Nao esta previsto, nao pode, nao tem verba. Exercito de amadores. Quem vive isso sabe o estou falando.

    1. Triste realidade. Nossos chefes gostam do “não pode isso”, “não pode aquilo ” . Mantém a tropa encagaçada e refém das leis que protegem os bandidos. Além do mais, não são eles que vão se expor nas ruas.

  4. LAMENTAVEL..TEM Q APURAR TB…NAO É ASSIM DO NADA..TEM Q APURAR…HISTORIA BEM ESTRANHA..DE DIA…Agora o cara era musico..pq musico? trabalhava e tocava pagode? musico é musico…e se fosse musico?? e daí??? Podia ser qq um q teria e terá q apurar…ponto!

  5. Ele não sabe que é Ministro da Defesa? Que o que ocorreu não objeto de apuração por “nós”, da do MPM? Como ele vai cortar na própria carne algo que não está ao seu alcance apurar, mas está na esfera judiciário e não do executivo?

  6. Cortar na própria carne?
    Cortar na carne do garoto de 19 ou 19 anos que recebeu a missão de ir pras ruas com um fuzil 7,62 mm nas mãos e sem nenhum preparo adequado em uma cidade em guerra!

  7. O Quadrilheiro (assim denunciado pelo MP) Michel Temer, tentando medidas de impacto, para legitimar seu governo (que era o mesmo da outra quadrilha), colocou a FFAA na rua, com o apoio de Generais. Quando se fala em cortar na carne é deles que estamos falando?

    Quando um presidente se torna presidiário ou está na iminência de ser, aqueles nomeados por Eles para a Suprema Corte, não perdem a legitimidade para julgarem alguém?

    E por derradeiro, MP do mal, cantada em prosa e verso pelo então candidato Bolsonaro, já se alistou, será que irá servir?

  8. Se os militares da patrulha erraram e a lei permite que sejam punidos então apliquem a lei. Porém se os militares não tem poder de polícia,não tem curso ou estágio específico na área de segurança punam-se também os responsáveis por botar pessoas sem qualificação nas ruas. Concordo com o ministro que se deve cortar na própria carne. Que comece pelo chefe maior que conhece as limitações de sua tropa e mesmo assim a mesma é empregada nas ruas.

  9. O militar vive cortando a própria carne em tudo, é na justiça, é no salário é dando exemplo e por ai vai, mas tudo isso tem outro nome, masoquismo.

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