Mourão sobre 1964: ‘Houve vítimas para ambos os lados’

O presidente em exercício, Hamilton Mourão Foto: Jorge William / Agência O Globo (13/02/2019)

‘Houve vítimas para ambos os lados’, diz Mourão sobre ditadura militar
Para o vice, o texto que será lido nos quarteis no domingo e divulgado hoje pelo Ministério da Defesa será “conciliador”

Jussara Soares e Gustavo Maia
BRASÍLIA — O vice-presidente Hamilton Mourão disse na noite desta quarta-feira que não considera a celebração do golpe de 1964, que completa 55 anos no próximo domingo, uma agressão às vítimas da ditadura militar.
— Houve vítimas para ambos os lados — justificou Mourão.
Ele, no entanto, afirmou ser legítimo os recursos que estão sendo apresentados à Justiça para tentar impedir as comemorações determinadas pelo presidente Jair Bolsonaro.
— Se o camarada é contra, ele não vai sair dando tiro para tudo quanto é lado. Ele usa os instrumentos legais, essas coisas são normais quando a gente vive na liberdade. A gente tem liberdade para todo mundo expor suas opiniões desde que a gente não agrida os demais, acho que isso é ideal que todos vocês querem viver — respondeu aos jornalistas.
Para o vice, o texto que será lido nos quarteis no domingo e divulgado hoje pelo Ministério da Defesa será “conciliador.” No documento, destinado aos comandantes de quartéis país afora, a cúpula das Forças Armadas fala em “transição para uma democracia” no fim da ditadura, contrariando o tom adotado pelo próprio presidente em relação ao período de regime militar, entre 1964 e 1985.
— O que vai ser feito em termo de Ordem do Dia vai ser feito muito conciliador, colocando que as Forças Armadas combateram o nazifascismo, combateram o comunismo, e isso é passado, faz parte da história.
Mourão afirmou que as celebrações que estão sendo preparadas para o próximo domingo não terá “nada diferente do que sempre foi feito”
— (Haverá) palestra para abordar o que foi o período, uma chamada daqueles que tombaram nesse conflito e uma formatura que é algo elementar dentro dos quarteis. Não tem nada demais nisso aí — disse.
O vice-presidente defendeu que o 31 de Março é uma data histórica e, portanto, precisa ser lembrada. Disse também que é preciso que “atores e historiadores isentos” analisem o período e, por fim, comparou os generais de 1964 aos jovens oficiais e militares de baixa patente que em 1922 se uniram contra a República Velha, no movimento que ficou conhecido como Tenentismo
— Acho que no futuro vai ser visto que 31 de março foi ápice das intervenções militares durante a história da República. Se vocês olharem os generais de 64 eram os tenentes de 1922. Isso tudo tem que ser analisado no contexto da Guerra Fria. Guerra e guerra tem excesso, e essas coisas são sobriamente sabidas — disse.
O Globo/montedo.com

Respostas de 15

  1. Eu sou de acordo que as tropas, fossem para as ruas e dedfilassem garbosamente, comemorando um data tão importante para o país, que foi salvar o pais das mãos dos maus, que queriam comunizar o Brasil.

  2. As vítimas e as “vítimas”, e seus parentes, só esqueceram de uma coisa… ou não: se não fossem os militares, nós estaríamos numa pior, num país totalmente amordaçado, controlado por forças do governo central. Eles mesmos estariam reclamando. Basta olhar para o lado e ver o que aconteceu aos outros que fizeram o mesmo que queriam aqui. Condenar os abusos dos militares, todos nós concordamos, mas fazer de conta que o outro lado estava defendendo a democracia e não cometeram crimes tão graves ou piores, aí é tentar fazer os brasileiros de hoje, idiotas. Comunistas/socialistas,se não estiverem satisfeitos que se mudem. “BRASIL, ame-o ou deixe-o”. Lembram desse slogan? Está bem atual.

    1. Excelente Francisco S , concordo contigo esses Socialistopatas Comunistas assassinos, queriam e ainda querem transformar o Brasil numa Pseudo Democracia, não vão conseguir, não adianta sabotar o Governo, que por sinal tem um monte de sabotador e pilantras infiltrados como Diz o Olavo de Carvalho , só acho que ele não devia generalizar tanto.

  3. Se vencessem os Comunistas, os Russos tomariam as riquezas do Brasil de canudinho e depois iria jogar a lata amassada fora. A Alemanha Oriental era Rica? Ou ficou depois da unificação. Os Russos fizeram o muro de Berlim para não serem invadidos? Não! Fizeram para o pessoal que estava dentro não fugir. Tem mmuuuiiitttooo imbecil por aí. Deus me livre.

  4. Disso a pior! Uma Brasil dividido e sem senso critico! Somos todos brasileiros e não haverá um futuro se continuarmos com essa ideologia fake!

  5. Disse o jornalista Fernando Gabeira:

    ” Todos os ex-guerrilheiros dizem que estavam lutando pela democracia. Mas se você examinar o programa que tínhamos naquele momento, queríamos uma ditadura do proletariado. Esse é um ponto de separação do passado. A luta armada não estava visando a democracia, ao menos não no seu programa”.

    Então o governo militar deveria tratar esses personagens com quê? Vaso de Flores?

  6. Estaríamos como a China, com toda a prosperidade, ou como Cuba e Venezuela, em uma miséria total, todos nivelados por baixo, todo mundo pobre, cujos médicos ganham 50 dólares por mês. Quem acredita em comunista latino americano. Quero que vejam no Netflix, um primor de filme russo, chamado Trotsky, para compreender que todo o comunista é um explorador vagabundo
    Att: Beto Pacheco

  7. O grande problema das repercussões e polêmicas que se cria em torno desse fato da contrarevolução de 64 e outros é que essa imprensa lixo que só da voz pro lado da esquerdalha. Fica parecendo que o troço foi tão horrendo que a direita se calou por vergonha do fato e a esquerda foi única vítima e que sua gritaria é totalmente justificável. O povão que trabalha e tem que acordar cedo, pegar trem e ônibus lotado não tá nem aí e acha até que foi bom. O país tava uma zona naquela época. Quem é contra o ovimento é o funcionalismo dessas universidades federais (que não produzem porra nenhuma em termos de pesquisa cientifica), judiciário, políticos e a grande mídia nacional que é bem abastecida com empréstimos publicos e contratos com o governo. Nenhum deles quer ver a teta ameaçada de secar. A ideologia que defendem é só um dos lastros do projeto de poder. Basta ver o que foi financiado com dinheiro do BNDS em paises alinhados como cuba e venezuela.

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