
Ana Carla Bermúdez e Bernardo Barbosa
Do UOL, em São Paulo
Nomeado nesta quinta-feira (3) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para ocupar o cargo de secretário especial de
assuntos estratégicos, o general Maynard Marques de Santa Rosa foi o centro de uma polêmica que culminou com a
sua exoneração, em 2010, do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na ocasião, o general Santa Rosa criticou a Comissão da Verdade, chamando-a de “comissão da calúnia”. Em uma
carta que circulou pela internet, o general afirmou ainda que “confiar a busca da verdade a fanáticos” seria “o mesmo que entregar o galinheiro aos cuidados da raposa”.
O projeto que instituiu a Comissão da Verdade foi criado pelo governo para investigar crimes contra os direitos
humanos durante a ditadura militar. A expressão utilizada por Santa Rosa seria uma referência indireta à ex-presidente Dilma Rousseff (PT), então ministra da Casa Civil e responsável pela indicação dos membros na comissão. A petista integrou um grupo envolvido com luta armada e chegou a ser presa e torturada por militares.
Santa Rosa, que ocupava o cargo de chefe do Departamento Geral do Pessoal do Exército, teve seu afastamento
anunciado pelo então ministro da Defesa, Nelson Jobim, em fevereiro daquele ano. A decisão foi, então, oficializada
pelo ex-presidente Lula.
Este não foi, no entanto, o primeiro episódio que gerou mal-estar entre o general e o governo do PT. Em 2007, quando era chefe da Secretaria de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais, pasta ligada ao ministério da Defesa, criticou ONGs que atuavam na Amazônia, dizendo que elas teriam “interesses ocultos”.
Também criticou a posição do governo sobre a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, quando o
Exército foi usado junto à Polícia Federal para retirar posseiros e não indígenas na região. Acabou afastado do cargo e mandado de volta às Forças Armadas.
O general já integrava a equipe do governo de transição de Bolsonaro desde novembro de 2018. Ele havia sido
nomeado para chefiar o PPI (Programa de Parceria de Investimentos), vinculado à Secretaria-Geral, tratando de
privatizações e concessões.
Em postagens em um blog do Exército Brasileiro, publicadas em 2018, o general chegou a defender uma revisão da
Constituição.
“Com as regras em vigor, nenhum presidente seria capaz de impulsionar as reformas estruturais necessárias”, escreveu. “O gigantismo do Legislativo e a complexidade dos interesses partidários conspiram contra a agenda. A ineficácia dos processos age em favor da inércia, quando não impede a aprovação das proposições estratégicas”, completou.
UOL/montedo.com
Nota do editor:
A lembrança da passagem do general Santa Rosa pela chefia do DGP até hoje gera calafrios. Sua `política`de movimentações desestruturou muitas famílias de militares, Exército afora. Além disso, foi sua a caneta que transferiu para as piores guarnições os cidadãos fardados que tiveram a `ousadia` de se candidatarem a cargos públicos nas eleições de 2008. Essa politica, aliás, sempre foi utilizada, mas nunca de maneira tão escancarada quanto nesse período. Aliás, é bom lembrar que tal prática nefasta foi abolida somente nas eleições de 2018, quando as candidaturas de militares receberam o aval do generalato.
Respostas de 18
Esse cidadão ferreou muitas famílias militares. Ele pensa que a transferência quem vai é só o militar, mas ledo engano cara pálida, quando se movimenta o militar vai também sua família de mala e tudo mais.
St 95
Fase negra com esse senhor como Ch do DGP. Tá de pijama a quase 9 anos e volta agora ?
Seria melhor um general com menos tempo na reserva e mais atualizado.
Pois é !!! Quantas centenas de militares (Of/ST/Sgt) foram prejudicados pelo DGP no passado, por se candidatarem a algum cargo público ???
Até o Presidente Bolsonaro foi perseguido desde que se candidatou a Vereador/deputado. e nUnca teve apoio dos generais e era vetado.
Quantas familias desestruturadas com transferencia maldosas ?
Se manifeste general do mal.
A nota do editor faz muito sentido e é corretíssima. Entre tantos, tb fui um dos que exonerados da função, acabei na “11ª” opção entre as 10 escolhidas. Mas…. vida que segue.
Bolsonaro se cerca de pessoas Patriotas e que pensam de fato em interesses da NAÇÃO. Força Presidente não abaixe a guarda! Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!!!
Acabou com várias famílias
Quer dizer: Militar faz entra para se candidatar a cargo político e é perseguido pelo General com transferência como forma de punição. Dez anos depois, de pijama e sem ao menos ter se candidatado a nada aceita uma boquinha.Conclusão: meu voto sendo jogado no lixo
Saiu do governo LULA, justamente para não fazer o pt morder a língua e morrer do próprio veneno.Agora, o mais sensato seria esses sites se despttizarem, e juntos com os 57milhoes, torcerem e acreditarem em um país melhor. ABAIXO A IMPRENSA MARRON ( COCÔ)!!!
Bolsonaro não se dará muito bem se trouxer o quartel para a presidência. A MP do Mal, teve como coadjuvantes militares estrelados. Nos governos Lula e Dilma, outros se alinharam com eles e aceitaram as migalhas. Isso sem contar com os que se enrolaram com a Justiça, como no caso da Eletronuclear. A presidência é, basicamente, para os civis e o jogo político tem que prevalecer. Quanto às ações das transferências, algumas excelências só se dão conta dos erros quando passam para a reserva,mas aí, já é tarde.
Foi exonerado por perseguição ideológica. Deveria ter sido exonerado por perseguir subordinados alegando “necessidade do serviço” nunca comprovada, transferindo compulsoriamente militares apenas para satisfazer seu ego, configurando má gestão dos recursos públicos. Vi muitos casos de militares chegando em uma unidade contra a vontade e outros de mesma formação saindo da unidade contra a vontade. Um caso simples de resolver, permitindo o que quer ficar e o que não quer vir, sem assim onerar os cofres públicos.
Só um exemplo, em outra Força:Militar morador em Fortaleza,família bem instalada, mulher com lojinha de roupas para ajudar nas despesas e, de repente, transferiram o marido para Rondônia, sem ele pedir, por necessidade do serviço. Chegando ao destino,disseram a ele que naquela localidade não havia aberto vaga para a especialidade dele, ficando lá como excedente. Depois do tempo mínimo de permanência, conseguiu retornar ao nordeste. Outros que queriam a transferência para o mesmo local, e pediram, não foram.
Gosta tanto de transferência que podia lembrar o presidente de reajustar o valor da bagagem…
Esse cidadão jamais poderia ser convidado para um governo Bolsonaro, um perseguidor de militares, quantas famílias desestruturadas por ele? Espero que o Presidente reveja essa decisão.
Mais um para pensar o macro, enquanto a tropa aguarda por qualquer migalha…
Não é só nas FFAA que os militares são perseguidos por se candidatarem a eleição, nas PMs tb são e se não transferem, atrasam suas promoções.
O destruidor de famílias, transferia seis por meia duzia só para não devolver dinheiro para o governo do Lula.
Esse general é o PESADELO da tropa. Muito pior que o toquinho da maldade.
General do mal.