Flávia Barbosa, editora executiva
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, manteve a opção de Michel Temer e escolheu, como havia prometido, um militar para o Ministério da Defesa: o general da reserva Fernando Azevedo e Silva. Mas, apesar do DNA da caserna, Azevedo e Silva tem muito mais experiência política e de articulação do que os superministros civis Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça). Teve vários cargos de gestão na estrutura militar, foi chefe do Estado-Maior e por anos exerceu a função de assessor parlamentar, o que lhe deu ótimo trânsito no e conhecimento dos meandros do Congresso Nacional. Atualmente, é assessor direto do presidente do STF, Dias Toffoli, com a missão de costurar pontes entre o Supremo e a cúpula militar e o governo de Jair Bolsonaro (com cuja campanha contribuiu, devido à ligação próxima com o vice, general Hamilton Mourão, o “primeiro-conselheiro”, general Augusto Heleno, e o próprio presidente eleito).
POLITICANDO (O Globo)/montedo.com
Uma resposta
Não podemos esquecer que foi na gestão do General Fernando no EME que foi editada a ILEGAL Portaria 419, de 2017, que trouxe várias mudanças na carreira dos QCO, dentistas e farmacêuticos.
Inclusive o Gen Mourão enviou um DIEx para ele alertando sobre as inúmeras ilegalidades que foram simplesmente ignoradas. Vários militares já ajuizaram ações anulatórias e o MPF abriu inquérito.
Será que esses fatos indicam como será a atuação dele no comando do Ministério da Defesa?