
BERNARDO MELLO FRANCO
Ao indicar o general Fernando Azevedo e Silva como futuro ministro da Defesa, Jair Bolsonaro ignorou conselhos do vice, Hamilton Mourão, e do comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas.
O general Mourão sugeriu que o novo ministro fosse um oficial-general da Marinha. Seria uma forma de recompensar a Força pelo protagonismo que o Exército terá no próximo governo.
Na mesma linha de evitar a concentração de poder, o general Villas Bôas defendia a volta de um civil ao comando do Ministério da Defesa. A tradição foi rompida no início deste ano pelo governo de Michel Temer.
“Com o ministério com tantos militares, teria um equilíbrio interessante. Mas ele insistiu que fosse um oficial-general de quatro estrelas”, contou Villas Bôas, em entrevista à “Folha de S.Paulo”.
Nesta terça, o presidente eleito anunciou a indicação do general Azevedo e Silva. Hoje ele atua como assessor do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que foi comunicado da escolha.
Com isso, o governo Bolsonaro passa a ter generais do Exército em ao menos três postos-chave: a Vice-Presidência, o Ministério da Defesa e Gabinete de Segurança Institucional, a ser ocupado pelo general Augusto Heleno.
O Globo/montedo.com
Uma resposta
Sei que são três cargos importantes cujos titulares são Oficiais Generais do Exército. Mas ao meu ver, o General Mourão foi indicado pelo partido político e não por Bolsonaro. Penso também que não deve haver “ciúmes” por parte das outras FFAA, e por isso não devem se manifestar. Penso assim pois durante os governos do PSDB e do PT, sempre permaneceram calados. Por que se manifestar agora? Porque o Presidente eleito é um militar do posto de Capitão? Senhores Almirantes e Brigadeiros, colaborem como sempre colaboraram nos governos civis: fiquem de boca fechada.