
Adolescentes de 13 e 16 anos denunciaram o curso que diz preparar jovens para a carreira militar com atividades físicas e recreação. Eles relatam já ter passado por torturas e agressões. O MP e a Polícia Civil investigam a prática.
Zete Padilha, RBS TV
Atividades de um curso chamado de pré-militar foram denunciadas por dois adolescentes, de 13 e 16 anos, que dizem ter sofrido abusos e agressões na Região Metropolitana de Porto Alegre. O Ministério Público e a Polícia Civil estão investigando as práticas aplicadas.
Um vídeo mostra parte do treinamento (veja acima). Na área rural de Gravataí, os jovens aparecem vestindo uniformes e praticando atividades físicas. Mas segundo os adolescentes, os treinamentos iam além das corridas.
“Ele fez uma fogueira e mandou segurar uma lona em cima da gente. E no que a fogueira subiu, a lona derreteu fervendo na nossa cabeça”, conta a adolescente, sem se identificar. “Eu levei um tapa na cara, levei choque, spray de pimenta no rosto”, diz o outro jovem, também com a identidade preservada.
Os adolescentes foram atraídos para o curso, que tem divulgação feita através de folders e pelas redes sociais, com o objetivo de se preparar para a carreira militar. A prática promete preparação com atividades físicas e recreação. Tudo sob o comando de um ex-militar.
“Ele se apresenta como comandante nacional de grupos pré-militares do Rio Grande do Sul”, diz a jovem que fez a denúncia.
Em uma foto, o outro adolescente que relatou abusos aparece com as mãos amarradas. O instrutor segura um pássaro perto da boca do menino.
“Eu tive que arrancar a cabeça dele com a boca, morder, só deixar as penas e a carcaça”.
Em outras imagens, os alunos aparecem rastejando na lama, entrando na água e correndo durante a noite. Nesse treinamento, os instrutores usam armas de choque.
Os relatos de agressão só vieram à tona um ano depois do ingresso dos adolescentes no curso. Segundo eles, os jovens eram ameaçados pelo instrutor caso contassem para alguém o que acontecia.
Os pais começaram a desconfiar devido aos frequentes hematomas que apareciam no corpo dos filhos e decidiram pedir ajuda a Polícia Civil de Canoas.
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A delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Canoas abriu uma investigação contra o ex-militar, que já respondeu a outro inquérito por denúncias semelhantes, feitas em 2014.
“É uma situação que se sobrepõe à prática da tortura, mas também há corrupção de menores porque ele constrange e obriga estes adolescentes a participarem destes crimes com ele”, diz o delegado Pablo Rocha. “O que a gente quer fazer é cessar as atividades do grupo e afastar este que se intitula líder da prática de qualquer atividade com adolescentes, ainda mais na condição de instrutor”, completa.
Por meio de nota, o Exército informou que o instrutor prestou serviço militar em 2013 e que o serviço obrigatório não habilita ninguém a oferecer qualquer tipo de treinamento. O Ministério Público de Canoas também ajuizou uma ação civil pública contra o homem e o curso, pedindo suspensão das atividades, indenização por dano moral coletivo e custeio de tratamento psicológico para os alunos.
O advogado de defesa do instrutor disse que só irá se pronunciar depois de ter acesso ao inquérito.
G1/montedo.com
Respostas de 9
O cara tem que ser muito imbecil pra entrar numa porcaria dessas, é preciso aprender matemática, português e etc… O cidadão vai ter 5 anos Aman e 2 anos EsSA pra aprender a marchar e decide se matricular nessas porcarias.
Eu tenho tanta pena desses civis imaginando o maravilindo mundo encantado dos quartéis…ótimos ordenados,cursos no exterior…kkk.Quando ingressarem amores,adentrem imediatamente na classe dos fidalgos(Oficiais) e desfrutem de todos os benefícios da carta patente.Se você entrar para o clã dos graduados(Sargentos),poderão trabalhar puxando o tapete de outros sargentos e se deleitar em extensos empréstimos na POUPEX…Agora se você ingressar na gloriosa carreira de PRAÇA(que infelizmente rima com desgraça) poderá sentir na pele todo amor que um ser humano pode despender ao outro…Venha fazer parte da família militar.Você não vai se arrepender.
Anônimo de 02 de outubro de 2018, às 16:21.. Por que vc entrou?.. Por que vc não sai?.. É muito feio virar o cocho onde estás comendo, visse?…
Anônimo de 02 de outubro, 16:21…Por que você entrou?..Por que você não sai?.. É muito feio virar o cocho onde está se alimentando, visse?…
Eu saí bebê. Já faz 1 ano kkkkkk.
E pelo jeito não perdemos nada, muito pelo contrário ksksksk
Cada um tem a sua opinião, apenas respeite. Se o camarada não gosta da instituição que ele acabou entrando, problema é dele, e se ele critica o sistema é um direito de se expressar. Eu não morro de amores, tão pouco tenho qualquer sentimento de gratidão, minha relação é trabalhista, eu cumpro expediente, faço o que me mandam e no final do mês eles me pagam. Nestas ocasiões sempre aparece um pseudomoralista, quebra o meu galho.
Anônimo no 2 de outubro de 2018 a partir do 10:21, você é o maior exemplo do recalcado. Já vi vários iguais a você, inclusive quando estava na faculdade. Também até hoje vejo pessoas que cá fora nunca fizeram nada e querem ganhar altos salários, e, não conseguindo, não aceitam suas incompetências e ficam culpando a todo mundo pelos seus fracassos. Não querendo dizer que militares estão bem remunerados atualmente, porém muitos aqui fora acham que sim, alegando, sem conhecer o profissional militar, que ele não faz nada a não ser ficar jogando “pelada” nos quartéis. É aquela história de o cara não saber nem da própria vida e achar que sabe sobre os outros, o Brasil é cheio de gente assim.
Nobres amigos. Nós militares que fizemos dessa atividade nossa profissão jamais teremos apenas vínculo empregatício com nossa força armada ou com o nosso país, nem tão pouco trabalhamos por conta de altos salários. Para nos é uma entrega que vai muito além de tudo isso. Obrigado pela oportunidade de me manifestar.