Marcelo Brandão, da Agência Brasil
O presidente da República em exercício, o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, sancionou hoje a lei que aumenta de cinco para 20 dias a licença paternidade dos integrantes das Forças Armadas. A assinatura ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto na tarde de hoje. Toffoli destacou a medida como um reconhecimento da importância da participação do pai nas primeiras semanas de vida do bebê.
“É crucial porque estimula nesta fase, particularmente importante, o desenvolvimento dos laços afetivos entre pai e filho. É crucial também porque ajuda a aliviar o peso que tradicionalmente recai sobre a mãe. A divisão de tarefas com o pai atende os interesses da saúde da mãe e da criança”, disse Toffoli. Para ele, a extensão da licença significa a “valorização da paternidade”.
Com a alteração, os militares terão a licença-paternidade semelhante à dos servidores públicos federais, na esfera civil, e dos empregados da iniciativa privada, no caso das empresas que participam do programa Empresa Cidadã, criado em 2016.
O ministro da Defesa, General Silva e Luna, também discursou no evento. Sua fala deu ênfase ao papel do pai na educação dos filhos. “Ser pai significa ser base, proteção, ordem, autoridade, força, vigor, verdade. Significa ser mestre, [ter] capacidade de indicar caminhos, mesmo sabendo quão custoso será trilhá-los. Ser pai significa ter um grande amor pelos filhos. Amá-los na alegria, na diversão e na dor. Amá-los ensinando a distinguir ninhos de arapuca”.
Toffoli ficará na presidência da República interinamente até amanhã (25), quando Michel Temer retorna de Nova York. Ele está na cidade norte-americana acompanhando as atividades da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).
Agência Brasil/montedo.com
Respostas de 8
O Toffoli é fogo he he he he he …
Agora faço mais uns dois.
E “aquele” candidato que se diz militar, NUNCA apresentou nada nesse sentido…
O EB e seus atrasos…
Agora só falta deixar de ser a pior carreira federal.
Excelente para os pais nutelas de hoje em dia, que não dão conta de criar um ou dois filhos sem a ajuda dos avós. Preguiça geral.
Meu Deus, é cada um que aparece. Não escrevo os adjetivos para qualificar os críticos, pois o Montedo não publicaria o comentário, mas usem sua pífia imaginação. Minha esposa passou por cesárea e não tínhamos ninguém para cuidar do nosso filho na Guarnição onde servia. Depois dos cinco dias de licença, tive que me apresentar e só depois de um servicinho consegui um chorado desconto em férias. Lavei roupa, cozinhei, dei banho, levei o outro filho pra escola, ajudei de fato minha esposa e meus filhos, não usei o tempo para passear ou dormir. Obrigado àqueles que vislumbraram estes vinte dias, pena que na minha época eles não existiam, pois teriam sido de grande ajuda. Já aos “brabões” que são contra, vão fazer algo útil além de torcer contra seus próprios companheiros.
Viva, o EB finalmente saiu do século XX (nesse quesito). Nos demais, é com se estivéssemos na idade média. Cada estrelado com a mentalidade mais arcaica que outro. Parece que essa instituição nunca vai evoluir…triste fim.