
Dayana Resende
A atuação das Forças Armadas no estado — em que três militares foram mortos numa mesma ação — deixou uma marca inédita em pelo menos 70 anos de história do Exército: desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, apenas quatro homens da tropa brasileira morreram trocando tiros com criminosos — todos os casos ocorreram na cidade do Rio, sendo que três deles foram numa única operação. Os números são do Ministério da Defesa, por meio da Lei de Acesso à Informação.
O primeiro registro, pós-guerra, ocorreu em 2014. O sargento Michael Augusto Mikami, de 21 anos, morreu quando fazia um patrulhamento no Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte, no âmbito das ações de ocupação pela Força de Pacificação. Na ocasião, 2,7 mil homens foram distribuídos em 15 comunidades do complexo. As outras três mortes aconteceram no mês passado, em razão da intervenção federal no estado. O cabo Fabiano de Oliveira Santos, de 36 anos, o soldado João Viktor Silva, de 21, e o soldado Marcus Vinícius Viana Ribeiro foram baleados e mortos na megaoperação das forças de segurança, nos complexos da Penha, Alemão e da Maré.
Na ocasião, especialistas no assunto conversaram com O GLOBO e admitiram que a situação era um fato isolado na trajetória do Exército. Lenin Pires, diretor do Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos, da Universidade Federal Fluminense (UFF), chegou a afirmar que o registro poderia representar a “desmoralização” da tropa:
— Chama minha atenção, porque é algo que beira a desmoralização. Não é comum nem mesmo na Polícia Militar, que historicamente atua dessa maneira. Tratando-se do Exército, menos ainda. Sempre houve, durante as ações da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), uma certa reserva dos criminosos de entrar em confronto com o Exército. Está acontecendo o que realmente a gente temia ou, de certa forma, prognosticava. As Forças Militares estão, cada vez mais, sendo observadas — disse o especialista.
Nem no período da Segunda Guerra era tão comum haver tantas baixas numa única ação. Entre setembro de 1944 e maio de 1945, o Exército contou 165 dias com registro de mortes na tropa. Mas, em apenas 14% deles, o número de militar abatido numa mesma operação foi superior a quatro. O conflito mais sangrento ocorreu em dezembro de 1944, na Batalha de Monte Castelo, numa ofensiva da Força Expedicionária Brasileira (FEB), em que 53 homens perderam suas vidas.
EXTRA/montedo.com
Respostas de 13
Lembrei de livros e documentários sobre a guerra do Vietnã…os EUA gastavam enormes recursos e tinham muitas baixas para ocuparem uma determinada colina onde vietnamitas mantinham presença…depois da batalha as tropas americanas se retiravam e…os vietnamitas voltavam! A lógica de que as baixas vietnamitas logo seriam irreversíveis para o esforço de guerra do inimigo se mostrou falha…não faltavam soldados! No Rio as forças armadas ocupam os morros, e agora temos baixas, e logo depois vamos embora e…a bandidagem volta! Algo tem que ser revisto…ou iremos enxugar gelo com perda de vidas no seio da tropa.
Esqueceu de nossos heróis que tombaram em Xambioa.
Reportagem desatualizada e sem confiabilidade.
Esse grupo Globo só esqueceu da guerrilha do Araguaia!
Também do Rio Traíra (1991).
E aqueles que morreram em missões da ONU, também. Estão distorcendo os fatos para forçar uma idéia goela abaixo. E assim desmerecer os que morreram pela Pátria.
Herois de quê?
Não estão aí também os companheiros que tombaram em 1991 no Rio traíra.
E dos heróis no Destacamento do Rio Traíra?
E os que tombaram no ataque ao posto no Rio traíra em 1991
E os 3 que tombaram defendendo a Amazônia em um destacamento do EB no Rio traíra em 1991 e o Sd Mário kozel Filho
E a guerrilha do Araguaia??
E o ataque no Rio Traíra?
não pode perder a boquinha de jeito nenhum!!