Não bastassem as dificuldades naturais de uma campanha eleitoral, Kelma Costa e Mirian Stein – representantes históricas das demandas das Forças Armadas – encontram um obstáculo adicional: estão fora da relação de candidatos organizada pelo General Peternelli (ele próprio candidato) sob a alegação de que não são militares.

Aprendi no Exército que regulamentos são trilhas, não trilhos. Existem muitos casos em que o discernimento e a sensatez se impõe à letra fria da lei. Entendo que, no atual cenário político em que os fardados estão em alta, apareçam oportunistas tentando ‘pegar carona’ nas candidaturas militares. Esses aventureiros deve ser barrados e, para isso, a regra estabelecida serve muito bem.

Da esquerda para a direita: Kelma Costa, Ivone Luzardo, Genivaldo Silva e Mirian Stein: guerreiros de primeira hora

No caso destas duas guerreiras, abrir uma exceção é questão de bom-senso. Todos sabemos que elas, mais Ivone Luzardo e Genivaldo Silva, são batalhadores de primeira hora das demandas das Forças Armadas, num esforço que começou muito antes das candidaturas militares virarem moda. Genivaldo, por ser militar da reserva, está na lista. Não obtive confirmação sobre a candidatura de Ivone. Mas Kelma e Mirian conquistaram com louvor o direito de serem representantes dos militares. Ambas concorrem à uma vaga na Câmara, Kelma por Minas e Mirian pelo DF. Ponha elas na lista, general!

Nota do editor: tentei contato com o General Peternelli, mas não obtive resposta até a publicação desta postagem. O blog está a disposição para eventuais manifestações sobre o tema.

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