
“Executado com dez tiros herói de guerra alemão”. No dia 2 de julho de 1968, há exatos 50 anos, O GLOBO noticiou um crime que deixou brasileiros e alemães com uma pulga atrás da orelha durante quase duas décadas. O major alemão Eduard von Westernhagen, que morava no Rio, foi assassinado numa emboscada armada na pacata Rua Araucária, no Jardim Botânico, Zona Sul da cidade. O crime aconteceu no começo da tarde e foi testemunhado por moradores da área. Mesmo assim, os autores e a motivação para o homicídio permaneceram um grande mistério até a segunda metade dos anos 80.
De acordo com a reportagem, suspeitava-se até mesmo de uma “operação-vingança a cargo de um grupo internacional de execução”. Por um momento, houve quem desconfiasse da Mossad, a polícia secreta de Israel. O assassinato só foi mesmo elucidado em 1987, quando o livro “Combate nas trevas”, do historiador Jacob Gorender, revelou que o militar europeu foi morto por integrantes do Comando da Libertação Nacional (Colina), uma então pequena organização guerrilheira que lutava contra o Regime Militar no Brasil.

O major foi morto por engano. Os ativistas queriam matar o boliviano Gary Prado, responsável pela captura de Ernesto Che Guevara, morto em seguida por ordem do governo boliviano na aldeia de La Higuera, a 150 km de Santa Cruz de la Sierra, em 9 de outubro de 1967. Prado estava no Rio para fazer um curso na Escola de Comando do Estado Maior do Exército, na Urca. Ocorreu que o major alemão fazia o mesmo curso e acabou morrendo no lugar do boliviano.
O crime aconteceu às 13h45 de uma terça-feira. “Os dez tiros dez tiros de pistola contra o antigo herói da Wermacht quebraram o silêncio da rua sem movimento, mas quatro pares de olhos viram os assassinos em fuga. Um operário ou viu a frase que talvez seja a chave para o esclarecimento do crime: ‘A pasta é esta mesmo'”, informou o jornal no dia seguinte ao assassinato.

As reais informações sobre o crime permaneceram em segredo por quase décadas. Foram reveladas numa entrevista do baiano Amilcar Baiardi a Jacob Gorender. Como explica o historiador em seu livro “Combate das trevas”, três membros da Colina executaram o plano, enquanto Amilcar escreveria o comunicado sobre o assassinato de Prado. Os interantes da organização só perceberam o erro quando chegaram no apartamento do grupo em Botafogo e abriram a pasta levada da vítima.
Logo após perceber o erro, os autores do crime fizeram um pacto de silêncio. Posteriormente, João Lucas e Severino Viana foram presos, torturados e assassinados na prisão. José Roberto Monteiro também foi preso, mas não morreu na cadeia. Ele veio a falecer depois de solto, num acidente de carro.

O Globo/montedo.com
Respostas de 4
O pior que os assassinos andam a solta fazendo farra e gastando o dinheiro fruto de crime e que amealharam nas barbas da (in) justiça e porque não dizer, das FFAA, que nada fizeram para deter os terroristas.
“Os dias eram assim”: Terroristas ligados à antiga URSS, Cuba e China de um lado; de outro profissionais fardados praticando o chamado Terrorismo de Estado, alinhados aos EUA implementando atentados como o Rio Centro, a Bomba na Secretaria da OAB/RJ, o plano de explosão do gasoduto do Rio de Janeiro, a Operação Bandeirantes, os Esquadrões da Morte etc,etc,etc.
De um lado, como lemos na reportagem, execuções sumárias de presos sob a tutela do Estado, como consta “João Lucas e Severino Viana foram presos, torturados e assassinados na prisão”; do outro lado os chamados justiçamentos como o praticado pela VPR de Lamarca, no Vale da Ribeira, na execução do Ten da PM de SP, Ten Mendes (salvo engano).
Os dias eram assim, uns movidos por ideologias revolucionárias, motivados principalmente pela revolução cubana de 1959; outros motivados pela Doutrina de Segurança Nacional, inspirada nos EUA.
Insanidade de ambos os lados, e, o pior, ventos uivantes do autoritarismo de outrora teima em voltar agora por vias “democráticas”. Qualquer extremismo, seja de esquerda ou de direita tem que ser repelido pelos cidadãos de bem. Examinemos bem os discursos e o passado dos “aspirantes” à presidência da república do Brasil.
Brasil Acima de Tudo!
Sub Ten R/1 – O Pensador
Bom dia caro Sub Ten R/1 – O Pensador
Os militares da FFAA de hoje por despreparo intelectual não conseguem ver que os perigos que os cercam. Temos vários militares colocando seus nomes para se candidatarem a cargos eletivos. Oficiais Generais e Oficiais Superiores que quando na ativa nada fizeram pela classe em geral e menos ainda pelos praças em particular, porém almejam hoje os votos desse grupo que eles mesmos desprezaram. A máxima que precisamos eleger militares para mim não serve, não voto em alguém só por ser militar. Irei examinar se ele tem algo a contribuir primeiro com o Brasil e depois com a classe e sinceramente não vejo um desses oficiais capaz de oferecer algo para a nação. Um certo Gen Ex se alia a Alckmin do PSDB, partido que desvalorizou sobremaneira a profissão militar das FFAA, claro com a colaboração omissiva dos Cmt/Ministros dessas FFAA.
Mais precisamente sobre seu comentário, Terrorista de Esquerda e Terrorista de Estado. Radical de Esquerda e Radical de Direito. Ambos são irmão siameses e corremos risco de que um deles seja eleito em 2018, espero que não pelo bem do Brasil.
Brasil!
S Ten Infa
É preciso prestar muita atenção na imprensa medíocre brasileira, de uns tempos pra cá ela vem trocando a palavra “terrorista” por “militante”, ou seja, pra eles agora os terroristas daquela época não eram terroristas e sim militantes, logo logo eles vão substituir “agentes do Estado” daquela época por “fascistas” ou coisa parecida. Fiquem atentos.