Leonardo Gadotti, responsável por associação que reúne as principais distribuidoras do País, afirma que fiscalização com “poder de polícia” para obter desconto no diesel seria um “erro”

ESTADÃO CONTEÚDO
O presidente da Plural, associação que reúne as principais distribuidoras do país, Leonardo Gadotti afirmou, nesta terça-feira (5), que o eventual uso das Forças Armadas pelo governo para tentar obrigar os postos de abastecimento a praticarem o desconto de R$ 0,46 no litro do diesel seria um grande erro. Segundo ele, “a Venezuela começou assim”.
Nesta segunda-feira (4), o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, anunciou que o governo está focado na fiscalização do desconto do preço do diesel nas bombas e vai usar “todo o poder de polícia” para garantir que a redução de R$ 0,46 chegue ao consumidor.
O presidente da Plural, Leonardo Gadotti, disse que as distribuidoras estão repassando exatamente o desconto recebido na refinaria da Petrobras, de R$ 0,30 por litro de diesel, e a isso são somados os descontos de impostos do governo federal, totalizando um desconto de R$ 0,46. No posto de combustível o desconto porém cai para R$ 0,41, devido à mistura de 10% do biodiesel, que não recebe o desconto.
Ele informou que os questionamentos estão ocorrendo nos postos e que podem levar ao conflito. Ele também teme sobre a fiscalização que começa a ser feita para garantir o desconto.
— Nós ajudamos o governo durante a crise e agora eles têm que ajudar a gente também, fazendo um discurso coerente — disse, afirmando que considera o abastecimento no momento “totalmente sob controle”.
GAÚCHAZH./montedo.com
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Não acredito que os militares irão aceitar essa “missão” exclusiva do PROCOM. Se as distribuidoras provam que não estão recebendo o desconto acertado com o governo, é obvio que o desconto não será repassado ao consumidor. Ai, eu pergunto:Por que ha postos que passaram o desconto total?. Outros alegam que os estoques são antigos??? Mas não tinha antes? Mostrem as notas fiscais e fiquem tranquilos.Sem fiscalização séria é que não podemos ficar. há muitos empresários mal intencionados e só querem faturar mais na crise.
Se alguns empresários continuarem a proceder da mesma forma, chegaremos próximos do que é a Venezuela. Só pensam em lucros excessivos e enganar o consumidor. O consumidor tem um poder imenso mas ainda não se deu conta ou tem preguiça.Bastaria não abastecer mais nesses postos.
A verdade é que o problema do Brasil é um povo também corrupto, todo mundo quer “passar a perna” em alguém. A história é que o governo cobra muito imposto, é também verdade, mas se o governo abre mão desse imposto logo os comerciantes vão aumentar para ficar com o valor dele. Não há santo neste meio. No final sobra sempre para o consumidor. Não se iludam!!!