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Policiais comemoram saída de Jeannot da Segup
Policiais comemoram saída de Jeannot da Segup (Foto: Celso Rodrigues/Diário)
Gestão de Jeannot foi marcada por uma onda crescente de violência no Pará. Durante sua gestão, ocorreram 13 mil mortes violentas no Estado. (Foto: Celso Rodrigues/Diário)
Depois de três anos de gestão e quase 13 mil mortes registradas no período, o governador Simão Jatene (PSDB) exonerou o Gen. Jeannot Jansen do cargo de secretário de Estado de Segurança Pública (Segup) do Pará. A novidade, no entanto, se resume pura e simplesmente à troca do comando, já que quem assume a pasta é o delegado de carreira da Polícia Civil Luiz Fernandes Rocha, titular da Segup até o início de 2015. Segundo a assessoria do Governo, Jansen assumirá a Secretaria Extraordinária de Assuntos Institucionais.
A passagem de Jeannot pela secretaria fica manchada por pelo menos três chacinas ocorridas na capital e no interior, um aumento desenfreado do número de homicídios de civis e policiais, além de muitas queixas por parte das entidades defensoras dos trabalhadores da Segurança Pública, que pediam sua saída desde o início motivada pela indisponibilidade constante do general de dialogar e negociar com a categoria.

Deputado Éder Mauro comemora saída de Jeannot da Segurança Pública
Em Belém, a reação mais comum, entre deputados, vereadores e associações de policiais, não foi além do consenso de que Jeannot não tinha mais como ocupar o posto. O deputado estadual e policial militar Tércio Nogueira, do PROS, lembra que foi durante a gestão de Fernandes que a PM enfrentou uma de suas maiores crises mais recentes, com parte da corporação entrando em greve no ano de 2014. “De qualquer forma, não tinha mais como continuar com o general, que nunca disse a que veio, a violência aumentou de maneira exponencial, a estrutura para os policiais diminuiu. A passagem dele pela Segup foi um verdadeiro desastre”, afirmou.
Silvano Oliveira, vereador de Belém pelo PSD e sargento da PM, entende que o secretário deixa o cargo com dois anos de atraso. “Só no ano passado, foram mais de 40 policiais mortos, dez só nesses dois primeiros meses do ano. Ele, Jeannot, não conseguiu cumprir sua missão frente à secretaria, talvez por ter uma experiência restrita ao Exército. Para estar à frente da Segup, tem de ser ou coronel ou delegado, tem de conhecer a realidade das ruas”, sugere.
ABERTURA
Representante da Associação Nacional dos Militares do Brasil (ANMB) e também da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares do Estado do Pará (ACSPMBMPA), o sargento Francisco Xavier afirma que a volta de Fernandes gera a expectativa de que os trabalhadores consigam novamente dialogar com o Executivo.
“Mesmo à época da greve, o Fernandes, como secretário, conversava com a gente. O que nunca aconteceu com o Jeannot. Nós entendemos que, da forma como estava, não tinha mais como continuar. Ao mesmo tempo, nos perguntamos porque o governador buscou uma ‘solução’ que ele mesmo tirou do cargo três anos atrás”, criticou.
(Carol Menezes/Diário do Pará)
DOL/montedo.com
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