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Publicação original: 29/1 (07:06)
O Instituto de Pesquisa da Capacitação Física do Exército (IPCFEX) elaborou um parecer detalhado, em que analisa o desgaste sofrido pelos militares em formaturas e solenidades, muitas vezes extensas, extenuantes e improdutivas. 
Confira algumas sugestões propostas no documento:

Imobilidade
Deve ser comandado “sentido e descansar” a cada 5 minutos de formatura visando aliviar o desconforto e evitar lesões e comandado “À VONTADE” no momento das leituras ou locuções. Caso a formatura seja com mochila, sugere-se, ainda, que seja dado o comando de “DESEQUIPAR” antes de “À VONTADE”.
Nova posição

Intermediária entre o “DESCANSAR” e o “À VONTADE”,  no “À VONTADE 2” a tropa manterá as mesmas condições de atenção e silêncio previstas no “DESCANSAR”, sem o rigor em imobilidade, e adotará uma posição menos estressante e mais confortável do ponto de vista anatômico, permitindo movimentos discretos sem afetar a marcialidade.
Menos blá-blá-blá
Devem ser evitadas as exposições prolongadas, com discursos e leituras diversas, principalmente com a tropa imóvel, o que vai requere uma revisão da atual legislação de cerimoniais. Atenção especial para eventos tradicionalmente longos, como as de passagem de comando e transferência de militares para a reserva.
Fazendo a cabeça dos comandantes
O ducumento recomenda “investir no entendimento dos comandantes, em todos os níveis, e quebrar alguns preconceitos”, afinal formaturas com duração excessiva causam danos à tropa e não melhoram a sua operacionalidade. Pelo contrário, contribuem para minar a autoestima da tropa e comprometem a longo prazo a disponibilidade dos subordinados para as atividades realmente operacionais. 
O embuste prejudica
Outro entendimento trata do uso de equipamentos militares (mochilas, capacetes, coletes, armamentos) e vestimentas especiais (DQBN, GLO, Caatinga) em formaturas somente com fins demonstrativos. Além do desgaste do material, que não foi projetado para esse tipo de atividade, há o desgaste físico do homem, de sua autoestima e, se essas atividades forem combinadas com duração, umidade e calor excessivos, encontramos os ingredientes ideais para uma formatura com péssima marcialidade, com militares passando mal e acabando por transmitir uma imagem negativa da higidez e operacionalidade da tropa.
24 horas sob obervação
Visando a preservação sanitária do militar que venha a sentir desconforto durante uma formatura, o documento recomenda que o mesmo seja submetido a uma observação de, no mínimo, 24 horas em enfermaria da OM, com vistas a acompanhar sua recuperação e avaliar se é o caso o acompanhamento em unidade hospitalar.
Velha guarda
Com o aumento da expectativa de vida da população militar, cada vez mais a assistência é composta por pessoas mais idosas, principalmente militares da reserva, o que torna prudente reservar cadeiras para o público e disponibilizar água antes e durante as formaturas. Cabe destacar que esses militares mais antigos querem acompanhar os militares da ativa e relutam em aceitar a se sentar. Assim, como forma de não constranger os inativos mais antigos presentes e ao mesmo tempo criar condições para que não passem mal nas solenidades, sugere-se que nas ocasiões menos marciais da formatura, coordenado com o comando de “À VONTADE 2” para a tropa, as autoridades da ativa presente devam se sentar, servindo de estímulo e exemplo para os militares mais idosos que também virão a se sentar.
Medidas individuais:
– Não participar das formaturas em jejum (tampouco com ingestão de excesso de alimentos).
– Fazer uso de meias de compressão medicinal elástica quando o militar já apresentar  alteração vascular ou fizer uso de anticoncepcionais.
– Manter a taxa hídrica adequada.
– Hábitos alimentares saudáveis e realizar o TFM com regularidade.
Parecer completo

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