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Forças de Segurança fazem operação no Jacarezinho nesta quinta-feira
Após quatro dias de tiroteio, militares das Forças Armadas estão posicionados nos acessos das comunidades do Mandela, Arará, Manguinhos e Jacaré
Soldados vasculham comunidade do Jacaré Foto: Luiz Ackermann / Agência O Globo
Soldados vasculham comunidade do Jacaré – Luiz Ackermann / Agência O Globo
JÚLIA COPLE E RAFAEL NASCIMENTO
RIO – Depois do quarto dia consecutivo de tiroteio no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, as forças de segurança fazem uma operação na região, na manhã desta quinta-feira. Militares do Exército e as polícias Civil e Militar estão nas comunidades do Mandela, Arará, Manguinhos e Jacaré. Pelo menos duas pessoas foram detidas.
Desde o início desta manhã, militares das Forças Armadas estão posicionados nos acessos à essas comunidades. Eles revistam pedestres e veículos que passam passam por esses pontos. São 3 mil homens das Forças Armadas e 400 policiais mobilizados para encontrar o assassino do delegado Fábio Henrique da Silva Monteiro, de 38 anos, encontrado morto na última sexta-feira.
Um dos procurados é Wendel Luís Silvestre, que teve a prisão temporária decretada por participar da morte do policial. O Disque-Denúncia oferece R$ 5 mil de recompensa por informações que levem à captura dele. Outros dois suspeitos foram identificados pela Delegacia de Homicídios da capital.
Segundo a Secretaria estadual de Segurança, as Forças Armadas estão responsáveis pelo cerco nas comunidades e baseadas em pontos estratégicos. Algumas ruas estão interditadas, e o espaço aéreo está controlado, com restrições para aeronaves civis nas áreas de atuação dos militares. Não há interferência nas operações dos aeroportos.
Apesar da operação, a Avenida Dom Hélder Hélder Câmara — onde há acessos para a favela do Jacarezinho — opera em ambos os sentidos sem interdições. Mas a todo momento comboio de policiais ou de militares do Exército passam pela via, uma das mais importantes daquela área. A cena chama a atenção de moradores da região. Alguns alegam receio de confrontos que possam vir a ocorrer. Um idoso que estava no local disse que estava assustado com a mobilização montada no entorno do bairro.
— Isso aqui parece guerra. Ontem (quarta-feira) cheguei as quatro da tarde e havia um tiroteio dos grandes. A gente fica com muito medo, na inda e na volta — disse ele, que aguardava a condução na via. — Lá para dentro da favela está cheio de policiais Meu filho me ligou avisando que isso estava ocorrendo hoje. A gente é trabalhador e vive no meio de una situação complicada aqui no Jacarezinho.
TIROTEIOS HÁ QUATRO DIAS
Outro morador afirmou que, para resolver o problema da violência na região é preciso que a polícia permaneça na área.
— Eles (forças de segurança) teriam que ficar aqui. Isso qui é muito complicado. A polícia sai, e a bandidagem volta a agir. Ontem foi o terror, tiroteio pesado na hora em que as pessoas estavam voltando do trabalho.
Soldado revista homem durante operação – Luiz Ackermann / Agência O Globo
Uma onda de confrontos na localidade assusta moradores e chegou a interromper, nesta quarta-feira, o funcionamento do ramal Belford Roxo da SuperVia. Foi o quarto dia de tiroteio na comunidade após a morte do delegado Monteiro. O corpo dele foi encontrado no porta-malas de um carro, no viaduto de Benfica.
Segundo pedestres, o delegado foi rendido por criminosos por volta de 13h, pouco depois de ter saído da Cidade da Polícia, no Jacaré, para almoçar. Ele teria tentado reagir, mas acabou atingido por vários disparos. Em seguida, foi levado pelos assassinos para o interior da favela do Jacarezinho.
No Twitter, a Polícia Militar informou que apoia a operação nas comunidades com agentes do Batalhão de Ação com Cães (BAC), do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Batalhão de Choque e do 3º BPM (Méier). No Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, representantes das instituições envolvidas na operação acompanham e orientam a ação desde as 5h desta quinta-feira.

Policiais do #BAC , #BOPE , #BPCHQ e #3BPM dão apoio à operação integrada das Forças de Segurança, que acontece em quatro comunidades da Zona Norte do Rio: Jacaré, Manguinhos, Mandela e Arará . Ação conta com três mil homens do Exército e 400 da Polícia Civil . #OperaçãoIntegrada pic.twitter.com/TVUA2oTIrd
— PMERJ (@PMERJ) 18 de janeiro de 2018

O GLOBO/montedo.com
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