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Alto Comando do Exército determinou ao Grupo de Trabalho (GT) que aprofunde os estudos de viabilidade do projeto de transferência
Resultado final deve ocorrer antes da publicação do edital dos concursos do IME e da EsPCEx.
Escola de Cadetes, EsPCEx, em Campinas poderá receber primeiro ano dos aprovados no IME. (Foto: Priscilla Geremias/G1)
Escola de Cadetes, EsPCEx, em Campinas poderá receber primeiro ano dos aprovados no IME
(Foto: Priscilla Geremias/G1)
Por Patrícia Teixeira, G1 Campinas e Região
A definição sobre a transferência do primeiro ano das turmas do Instituto Militar de Engenharia (IME) no Rio de Janeiro (RJ) para a Escola de Cadetes (EsPCEx) em Campinas (SP) foi adiada para maio de 2018. A informação foi confirmada ao G1 nesta terça-feira (19) pelo Departamento de Ciência e Tecnologia, órgão de direção setorial do Exército.
A determinação do novo prazo é do Alto Comando do Exército, que solicitou aprofundamento dos estudos de viabilidade da transferência, prevista para 2019.
O Grupo de Trabalho (GT), formado por representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia, do Estado Maior do Exército e do Departamento Geral do Pessoal, localizados em Brasília (DF), além do Departamento de Educação e Cultura do Exército, no Rio, que tem a EsPCEx como escola subordinada, teve 40 dias para apresentar um laudo com as pontuações sobre a mudança. A entrega ocorreu em 30 de novembro para o Estado-Maior do Exército, em Brasília (DF).
Segundo o coronel Tales Villela, assistente do chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia e membro do GT, a decisão precisa ser divulgada antes da publicação dos editais do IME e EsPCEx do concurso de 2018.
“Nada está definido, a mudança está sendo avaliada. A decisão final será tomada pelo Alto Comando do Exército. […] Não ficou faltando informação. As linhas apresentadas tiveram desdobramentos que precisam ser avaliados”, afirma Villela.
O coronel ressalta que a escola de Campinas tem uma área que poderia ser melhor aproveitada. Em nota oficial, o Centro de Comunicação Oficial do Exército já havia justificado que a “modificação faz parte do processo de transformação e racionalização pelo qual passa o Exército Brasileiro, com a finalidade de otimizar o emprego dos recursos públicos”.

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Fundado em 1792, o IME é a escola de engenharia mais antiga do Brasil. Atualmente a formação de homens e mulheres nas carreiras de engenharia ocorre em cinco anos, todos cursados na sede da instituição, no bairro da Urca, no Rio.
A intenção de mudar o primeiro ano do curso para Campinas se assemelha ao que ocorre com os aprovados no concurso da EsPCEx. Os militares seguem os estudos na Academia das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ), após passar um ano na Escola de Cadetes.
Segundo a EsPCEx, a estimativa é que o efetivo da escola aumente em 100 estudantes com a transferência da primeira turma do IME. No caso das mulheres aprovadas, há alojamento preparado para elas, desde que o ingresso de alunas passou a ser a realidade na Escola de Cadetes no início deste ano.
G1/montedo.com
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