Justiça aceita denúncia e 5 militares viram réus por morte de soldados em SP

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O soldado Jonathan Turella se afogou durante um treinamento em SP
O soldado Jonathan Turella se afogou durante um treinamento em SP

Leandro Prazeres
A Justiça Militar Federal aceitou uma denúncia contra cinco militares do Exército pela morte de três soldados e pela lesão corporal a um outro durante um treinamento em Barueri (SP), em abril
deste ano. Os cinco, agora, são réus e vão responder pelos crimes de homicídio culposo e lesão corporal culposa, quando não há intenção de matar. A denúncia foi aceita na última quinta (19), mas a informação só foi divulgada nesta segunda (23) pela Justiça Militar Federal.
O caso aconteceu no dia 24 de abril, por volta das 17h. Segundo a denúncia feita pelo MPM (Ministério Público Militar). os capitães do Exército Moisés Lopes da Silva Júnior, Luiz Henrique Machado Brites, o 2º Tenente do Exército Rodrigo de Oliveira Salatiel, o Cabo Felipe de Oliveira Silva, e o soldado Jorge Henrique Custódio Avanci, foram responsáveis pela morte dos soldados Wesley Rosa dos Santos, Vitor da Costa Ferreira, Jonathan Turella Cardoso, todos com 18 anos de idade. O trio e mais um soldado que também participava do exercício serviam no 21º Depósito de Suprimentos do Exército.  
Segundo a denúncia, as mortes aconteceram durante um treinamento no qual os militares usavam mapas e bússolas para se orientarem em uma área militar. Durante o exercício, os quatro militares entraram em um lago. Apenas um soldado sobreviveu. 
Ainda de acordo com a denúncia, os cinco militares, “agindo culposamente (sem a intenção de  matar), descumprindo seus respectivos deveres objetivos de cuidado, causaram a morte mediante asfixia mecânica por afogamento das três vítimas fatais”. A denúncia ainda cita as lesões corporais causadas em um quarto soldado, que sobreviveu ao acidente.
O caso vai tramitar, em primeira instância, na 2ª Auditoria da 2ª Circunscrição Judiciária Militar, com sede em São Paulo. Caso os militares sejam considerados culpados, eles ainda podem recorrer ao STM (Superior Tribunal Militar), com sede em Brasília.o
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Questionado pela reportagem sobre o caso, o Ministério da Defesa informou que quem se posicionaria seria o Exército.
Em nota, o Exército afirmou que: 

“1 – Os militares denunciados permanecem ligados às suas Unidades desenvolvendo seus trabalhos normais, a disposição da Justiça. Após a denúncia ser aceita pelo Ministério Público Militar, passam à situação de sub judice, de acordo com a legislação vigente que trata do assunto.
2 – O processo decorre da conclusão do Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado pelo Exército Brasileiro. Como os autos encontram-se em poder da Justiça militar, não compete ao Exército emitir opinião sobre o fato.”

A reportagem também tentou localizar os advogados dos cinco réus, mas até o fechamento desta matéria não havia conseguido identificá-los e contatá-los.
UOL/montedo.com

Respostas de 4

  1. Ministro Fantoche da Defesa Raul Seixas Julgman falará que essas mortes dos soldados em SP são casos também isolados, é só isso que esse cara de pau sabe falar na mídia.
    Esse ministério da "defesa" desde que começaram a botar civil só pra ter foro privilegiado nunca mais foi o mesmo.
    Qualquer país sério que valoriza seus militares, colocam neste cargo pelo menos alguém que sabe o que é servir as forças armadas.

  2. Não culpe o Ministro da Defesa. É sabido que o COTER não funciona!
    O ensino militar básico é uma piada! Ninguém lê manual nenhum (a começar dos comandantes de OM); os Programa-Padrão de Instrução são uma outra piada: não possuem o 'como fazer'; jogam instruções para 'Aspira' e não se preocupam com o resultado [patriotismo zero… o que importa é o mais antigo atarefar o mais moderno]; em relação, por exemplo, à da PM de SP, o EB está totalmente atrasado: a instrução na PM é centralizada em centros de instrução especializados, com instrutores, enquanto o EB nem imagina formar instrutores técnicos e fica com essa instrução pulverizada, desregulamentada e não supervisionada… tem tudo pra dar merda SEMPRE… esse aí não é caso isolado e vai acontecer mais vezes, pq, enquanto tentam culpar a equipe de instrução por todos os absurdos gerenciais do EB, ninguém, sequer, imagina que o erro é institucional!
    Pelos centros regionais de formação de praças para o serviço militar! Pelos instrutores com CURSO DE FORMAÇÃO DE INSTRUTORES! (Nada disso existe, infelizmente)
    Basta de amadorismo no serviço militar! Quem forma caráter é pai e mãe… Recruta entra pra ser técnico, mas não tem instrutor que foi formado na técnica. Para o recrutinha do SMO a força moral não se adquire em 4 dias NO CAMPO, mas no dia-a-dia da caserna, através de bons exemplos, bons líderes [raríssimo] e assim, a lealdade e o valor militar vêm naturalmente.
    Mas enfim, tudo utópico enquanto os militares não tomarem atitude de homem e assumirem o próprio erro. Precisam de derrota bélica pra perceber que a educação militar está fraquíssima?!

  3. Na Marinha existem Centros de Formação pra formar o Sd Fuzileiro Naval e o Marinheiro com instrutores especializados e específicos, vc tem razão o EB está muito atrasado ainda, já era tempo de criar Centro de Formação de Soldados com bons instrutores preparados,como é feito em Exércitos decentes do mundo,na FAB também é assim, o EB tem que se tornar mais profissional.

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