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Do UOL, em São Paulo 
Um grupo de militares na base militar Forte Paramacay, no norte da Venezuela (cerca de 180 km de Caracas), promoveu um levante neste domingo (6) contra o governo de Nicolás Maduro. Segundo o dirigente chavista Diosdado Cabello, o grupo foi rendido por outros membros das Forças Armadas. Cabello é vicepresidente do partido do governo de Nicolás Maduro e membro da Assembleia Constituinte. Ele chamou os rebeldes de “grupos terroristas mercenários”. O grupo é formado por integrantes de tropas ativas de diferentes componentes dos corpos de segurança da Venezuela, entre eles policiais.
Em um vídeo, um grupo de aproximadamente 20 homens usando uniformes militares e armados acompanham um porta-voz que se identifica como “capitão Juan Caguaripano” e “comandante da operação David Carabobo”, que afirmou se declarar “em rebeldia” contra “a tirania assassina de Nicolás Maduro”. Além disso, ele ressaltou que não se trata de um “golpe de Estado”. Caguaripano disse que o grupo reconhece a Assembleia Nacional como poder público, mas exigiu que se reconheça a vontade do povo de “livrar-se da tirania e que honre a memória de jovens […] que, com escudos de papelão, […] ofereceram suas vidas para ensinar um povo a derrotar o medo”.
“Senhores da Assembleia Nacional, já passou o tempo de pactos e acordos ocultos entre tiranos e traidores. Necessitamos de políticos honestos”, acrescenta.
Caguaripano termina o vídeo exigindo formação imediata de um governo de transição e eleições.
Caguaripano também diz que qualquer unidade que se recusar a seguir sua convocação de rebelião seria declarada um alvo militar.
Segundo Remigio Ceballos, comandante estratégico operacional da Força Armada Nacional, sete militares foram detidos.
Na manhã deste domingo, por volta das 5h, horário local, houve registros de enfrentamentos e disparos no interior da base militar Forte Paramacay. Os rebeldes também espalharam panfletos durante a madrugada em que afirmavam estar em rebeldia contra o governo de Maduro. Os panfletos trazem instruções para a sociedade civil impedir qualquer ataque do governo nacional.
O termo “operação David” foi o nome dado pelos rebeldes para o plano de tomar o Forte Paramacay. Os rebeldes deixaram uma mensagem aqueles que se decidirem se manter fiel à “tirania”: “Considere-se um objetivo militar e assuma as consequências”.
No vídeo, os militares pedem apoio popular. Após sua publicação, houve registros de moradores que saíram às ruas em apoio aos militares rebelados.
UOL/montedo.com
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