Adolescente morre em confronto com o Exército no Espírito Santo

dia7_sexta05
A manchete aí em cima é do blog. Leia a matéria e note como o G1 trata o ocorrido como um crime. Aguardemos a repercussão dos fatos.

Adolescente é morto pelo Exército em bairro da Grande Vitória
Família diz que ele levou tiro de fuzil na cabeça quando voltava para casa.
Força-tarefa federal afirma que morte ocorreu em confronto.
7º Dia: munição no local onde adolescente de 17 foi morto por soldado do exército em São João Batista, Cariacica (Foto: Bernardo Coutinho/ A Gazeta)
Do G1 ES
Um adolescente de 17 anos foi morto pelo Exército em um bairro da Grande Vitória na madrugada desta sexta-feira (10). A morte ocorreu por volta da 1h, na Rua Amélio Barcelos, em São João Batista, Cariacica.
As Forças Armadas compõem a força-tarefa federal que está fazendo o pratrulhamento das cidades do Espírito Santo há oito dias, desde que a PM deixou de sair às ruas. Os policiais alegam que são impedidos de sair por familiares que fazem bloqueios na porta dos quartéis.
Segundo a família, o rapaz foi baleado a poucos metros de casa.
 A Polícia Civil disse que não dá informação sobre o caso para não atrapalhar as investigações. O Exército afirma que a morte ocorreu durante um confronto, mas a família contesta essa versão.

A prima do adolescente, Tatiana Rodrigues, de 22 anos, disse que o rapaz estava na casa de uma tia perto de onde ele morava. Ela afirmou que os irmãos haviam pedido ao jovem para voltar para casa, porque estava tarde, e que o rapaz não sabia que o Exército estava no bairro. 
”Ele subiu o morro e, quando virou a rua, atiraram na cabeça dele”, afirma Tatiana.
Ela disse que o primo era estudante, estava no 6º ano da escola estadual Eulalia Moreira e trabalhava vendendo mel na feira com os irmão de 21 e 24 anos. Segundo ela, o rapaz morava no bairro com os irmãos e o pai, que tem uma doença degenerativa. “Eles estão muito abalados, tristes”. 

Tatiana afirmou que foram encontradas seis balas de fuzil no local do crime. “Duas a polícia levou e quatro ficaram com a gente”.
 Ela diz que, mesmo com a situação no estado, o clima no bairro era tranquilo até a morte do rapaz. Segundo Tatiana, agora as pessoas do bairro estão com medo. “Não tem ninguém na rua, tá todo mundo em choque ainda”.


Em nota, a força-tarefa conjunta que atua no estado afirmou que os militares foram acionados para fazer uma patrulha nas imediações da Unidade de Internação Socioeducativa (Unis). A unidade está localizada na Avenida Governador José Sette, a cerca de 1,5 km de onde ocorreu a morte.

O supervisor da Unis, segundo a nota, solicitou apoio “depois de três criminosos tentarem, do lado de fora, abrir uma brecha no muro da unidade, a fim de permitir a fuga de internos”. Os homens também teriam disparado contra os segurança da Unis. (veja a íntegra da nota no fim da reportagem)

Ainda segundo a força-tarefa, “houve troca de tiros entre os criminosos armados e a patrulha”, que “reagiu em defesa própria”. “Durante a troca de tiros, foi constatado que um dos transgressores foi atingido e veio a óbito”, termina a nota.
 A família da vítima contesta a versão.
“A polícia viu que meu primo morreu com a roupa do corpo a um minuto de chegar em casa. Quando o Exército viu que a família dele correu pra rua gritando, que era um menino de família, eles subiram no carro e foram embora”, afirma Tatiana.
Quatro balas de fuzil que a família do adolescente morto diz ter encontrado no local do crime (Foto: Bernardo Coutinho/A Gazeta)
PM nos quartéis
Há oito dias a PM não sai dos quarteis no Espírito Santo. Eles dizem que são impedidos de sair por parentes que bloqueiam a saída dos batalhões. As mulheres dos policiais pedem reajuste salarial para a categoria, que é proibida de fazer greve. As autoridades consideram que os protestos são um recurso usado pelos PMs para fazer a paralisação sem serem punidos.

Na noite desta sexta-feira (10), o governo chegou a anunciar o fim do movimento e que os PMs voltariam para as ruas às 7 horas deste sábado (11). O acordo saiu de uma reunião entre representantes das associações dos policiais e o governo, mas as famílias dos policiais não aceitaram e o movimento continuou.
Íntegra da nota do Exército
A Força-Tarefa Conjunta Capixaba informa que no dia 10 de fevereiro de 2017, por volta de 1h da manhã, militares foram enviados para realizar uma patrulha nas imediações da UNIS – Unidade de Internação Socioeducativa, em Cariacica, com a finalidade de atender a uma solicitação feita pelo Supervisor de Segurança daquela Unidade de Internação, realizado através do CIODES (Órgão de atendimento – 190). O Supervisor solicitou o apoio, depois de três criminosos tentarem, do lado de fora, abrir uma brecha no muro da Unidade, a fim de permitir a fuga de internos. Os criminosos também realizaram disparos em direção à UNIS, com o intuito de intimidar a segurança local. A patrulha enviada ao local entrou em confronto, resultando numa troca de tiros entre os criminosos armados e a patrulha da Força-Tarefa, que reagiu em defesa própria. Durante a troca de tiros, foi constatado que um dos transgressores foi atingido e veio a óbito.
G1/montedo.com

Respostas de 22

  1. Se começarem com palhaçada, tira as tropas de lá. Pois para a mídia e para boa parte da papulação as Forças Armadas não prestam para nada e a Polícia só serve para matar. Um candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro disse que não precisa de polícia, o que era necessário era uma melhor iluminação das ruas.De repente poderiam tentar isso, não é mesmo?

  2. E agora o que vai acontecer com o comedor de catanho?
    Não li uma linha dos preocupados e atentos.
    O direito dos manos já esta deitando e rolando,agora uns m.. alguma coisa iram processar o militar "criminoso" que atirou no jovem etc etc
    Repeteco e repeteco dos esquerdistas militantos ( mil e tantos).
    Podemos ser mortos, somos monstros, tudo que não presta, os manos são santos, trabalhadores, inocentes, serão canonizados e a familia receberá indenização.
    Já o militar que foi para lá por ordem de um mandante, pois não tem direito a escolha de ir ou não, será tratado de que maneira????
    Eis a pergunta que fica no ar.

  3. Como parte de todas as operações de GLO que são filmadas. Logo o EB deve mostrar ao mundo o fato. Será que o GC não levou as goPro. E nem recolheu os estojos. Caso a imprensa não seja alimentada de informações pelo EB entra o OrCrim e passa sua versão. Dando motivos para DirHum se crescer. Sucesso a todos. Aço!

  4. Primeiro que não são "quatro balas", conforme nota em rodapé da imagem, são quatro estojos deflagrados e até agora, ninguém sabe se são ou não das munições originais que abateram o referido. Segundo, que como sempre, só se achou o que foi supostamente disparado contra o agressor(será que ninguém encontrou as capsulas que foram usadas nos disparos contra a patrulha do EB)- e mesmo se encontrassem não sei se o G1 publicaria.Por fim, espero que se algum dia, entrar um governo de direita, realmente preocupado com o progresso dessa nação, que corte e/ou proíba todo e qualquer tipo de financiamento à veículos de comunicação eivados de viés ideológico, que é só o que tem nesse país – adoram defender um malandro e por xeque as atitudes das forças armadas, mas são os primeiros a espernear quando um vagabo tira o iphone 20 deles no sinal.

    1. Muito provavelmente as cápsulas que o agressor deixou cair ao realizar os disparos foram recolhidas pela família para reforçar a tese de que o rapaz era um "trabalhador"!!! Para os civis tudo é permitido…até adulterar cenas de crime! Que Deus abençoe a todos os companheiros que estão nessa missão boca podre lá no ES!!!

  5. Quero deixar apenas uma ressalva: o garoto tinha 17 aninhos e estava no 6º ano, ele foi alvejado há 01:00 da manhã, um dia anterior teve sua tinha e prima mortas por envolvimento no tráfico, e o local onde estava era boca de fumo próximo ao local onde o exército foi recebido a tiros.

  6. Humm!Existem regras de engajamento clarasquando a tropa é empregada nessas situações. Foi assim no Alemão, na Maré… é assim em missão de paz. Nosso Soldado não é muito cobrado e muito orientado sobre as concequencias para ele e sobre o efeito colateral para a força, caso venha agir em desacordo com tais regras.

  7. Que estudante engajado, 17 anos na sexta série, devia ser orgulho da família, 1h da manhã na rua na situação en que o estado se encontra com certeza devia estar indo à farmácia comprar um remédio urgente para um familiar, rede globo fazendo um de serviço à população

  8. Cada um colhe o que planta! O "inocente" tinha 17 anos e estava na 6ª série do fundamental… quando eu tinha 17 já estava na faculdade, claro o pobrezinho é vítima da sociedade… faça-me o favor g1 como nos diz o filósofo Bolsonaro "nos dê o exemplo adote-o"

  9. A coisa pegando fogo na cidade, sem polícia, com a marginalidade espalhada e o inocente resolve voltar pra casa de madrugada? Tinha que impor hora para a população se recolher para a própria segurança. A culpa sempre vai cair nas forças de segurança.Querem as Forças armadas ou os marginais tomando conta?

  10. O problema é que os PM's não conseguem sair pelo portão? Então usem um blindado e abram outro portão, já que a PM não está em "greve", e sim, impedidos de sair. Resolvido.

  11. Alguém já viu um quartel das Forças Armadas, bloqueado? Isso é uma baita palhaçada. Os coitadinhos inocentes, não podem sair do quartel porque as mulheres não deixam. Então vão para um berçario cuidadar de bebês e não para rua, porque para combater bandidos precisamos de homens e não fantoches.

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