Fazendo História: capitã da FAB é a 1ª mulher a pilotar avião presidencial

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Aviação
Carla Borges, 33 anos, passa a integrar seleto grupo de pilotos que transportam o presidente da República
A realização de um sonho exigiu muito treinamento e responsabilidade para a capitã Carla Borges, da Força Aérea Brasileira (FAB). Aos 33 anos, ela é a primeira mulher a pilotar um avião presidencial.
O primeiro voo de Carla com o presidente da República, Michel Temer, decolou por volta das 16h da última quinta-feira (22), da Base Aérea de Brasília com destino a São Paulo.
“Eu me sinto muito honrada de estar cumprindo essa missão de transportar a maior autoridade que nós temos no País. Foi necessário muito preparo e dedicação para ter chegado até aqui”, afirma a capitã.
Antes do embarque, Carla recebeu os cumprimentos do presidente Michel Temer, que elogiou a disciplina das mulheres nas Forças Armadas. “Espero que outras colegas suas possam também pilotar aviões e o avião presidencial”, afirmou o presidente.
Pioneirismo
O fascínio pela aviação surgiu durante a infância da militar, nascida na cidade de Jundiaí (SP). “Desde criança sempre fui apaixonada por aviões. Era aquela criança que era encantada. Sempre que passava um avião, eu ficava olhando para o céu, procurando”, conta.
A trajetória de Carla sempre foi marcada pelo pioneirismo antes de chegar à cabine do Airbus A319 que transporta o presidente da República. Ingressou na academia da FAB em 2003, na primeira turma de mulheres aviadoras, e fez o curso de aviação de caça entre 2007 e 2014. Lá, tornou-se a primeira mulher a fazer um voo solo no caça AMX.

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Entrar em uma profissão dominada por homens nunca foi um empecilho para a militar, apesar da estranheza inicial com a turma de mulheres aviadoras. “Eles não estavam acostumados, mas eu sempre fui tratada como igual, como outro piloto, sem nenhum tipo de preconceito.”
Carla acredita que sua trajetória pode motivar outras mulheres na carreira da aviação. Atualmente, a FAB contabiliza, em todos os setores, cerca de 11 mil mulheres, 16% do efetivo total. “Depois da minha turma, diversas outras mulheres ingressaram na academia. Foi só o início, nós abrimos as portas.”
Para chegar ao seleto grupo de pilotos do avião presidencial, Carla precisou passar por seleção e treinamentos rigorosos. Além de curso em simulador e 150 horas de voo na aeronave, o piloto precisa ser aprovado por um conselho para integrar o Grupo de Transporte Especial (GTE).
“Foi muito tempo de estudo e preparo para ter chegado aqui onde eu estou. Estou muito orgulhosa, muito emocionada de estar aqui neste voo”, disse.
Portal Planalto/montedo.com

Respostas de 8

  1. Em um mundo predominantemente de homens, a mulher chegou devagar, persistindo, com eficiência principalmente, para conquistar o seu espaço. Não é um simples caminho burocrático. Envolve muita competência e dedicação para pilotar máquinas complexas e maravilhosas. Ela chegou onde queria e seguirá em frente, com mais conquistas.Parabéns! Eu, soube de outra, que também foi de uma das primeiras turmas formadas, optou por outra carreira com salário bem melhor e menos rotinas militares. Está lá por Brasília, com salário acima de general.Sem valorização, perdemos qualidade.

  2. Lembrando que a primeira aviadora da FAB e primeira colocada da turma, foi Fabrícia Liane Souza Aguiar Oliveira, pediu as contas da FAB para trabalhar na CGU em 2013.

  3. Meu irmão! A companheira de turma dela se equivocou! deixar de ser piloto para ser um burocrata, eu não faria isso nunca. Ainda mais pelo motivo dela "dinheiro", Aí os pessimistas vão dizer que até o dono da carrocinha de cachorro quente ganha mais do que um Capitão da FAB. Meu amigos! O portal da transparência está disponível para todos, tenham ao menos a curiosidade de olhar, analisar, deixem de achismos, irão se surpreender que na hora que fizerem a matemática, colocando tudo, tudo mesmo: tempo, alimentação, transferencia, aux fard, apoio médico, salario etc etc… Não perdemos pra quase ninguem!

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