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Marinha abre sindicância para investigar propina da Engevix
ÉPOCA revelou que José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, diz ter pagado a lobistas e autoridades para reformar fragata
DANIEL HAIDAR
A Marinha abriu uma sindicância para investigar o relato de José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, de que pagou propina a um almirante, a autoridades e a uma dupla de lobistas argentinos para que a construtora ganhasse um contrato US$ 160 milhões apra reparar a fragata Warao, da Marinha da Venezuela. O caso foi relevado por ÉPOCA na semana passada.
Em seu relato, Antunes afirma que pagou aos lobistas argentinos para obter o contrato com os venezuelanos. Na parte brasileira, Antunes diz que teve de pagar ao contra-almirante Mário Ferreira Botelho, diretor do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, para alugar um espaço e a infraestrutura para que a fragata ficasse atracada na zona portuária do Rio. Em nota enviada a ÉPOCA, a Marinha informou que desconhecia as irregularidades, mas que tomará providências para averiguar os crimes relatados.
Em depoimentos a procuradores da República e documentos enviados aos investigadores da Operação Lava Jato, conforme ÉPOCA revelou, Antunes fez acusações contra o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), o ministro da Secretaria de Comunicação Social do Governo, Edinho Silva, a ex-ministra-chefe da Casa Civil no governo Lula, Erenice Guerra, e o ex-marido da presidente Dilma Rousseff, Carlos Araújo. Antunes também disse que houve pagamento de propinas para conseguir o contrato com a Marinha venezuelana e garantir que a armada bolivariana teria onde atracar o navio em águas brasileiras.
ÉPOCA/montedo.com
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