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Aghata Christie, Zé do Caixão e Dom Sergio Moro Quixote.

Ruben Barcelos de Mello*
Não sei como segurar a indignação, a vergonha e o nojo desse governo.
Não sei se desprezo mais quem mente e distorce os fatos ou quem aplaude. A trama não para de crescer e a teia de aranha, com as peçonhas em cada nó, não esconde mais suas intenções de afrontar o país e as instituições.
Uma coisa tem que se reconhecer – a quadrilha é audaciosa! Joga no ataque, defende com unhas e dentes seus podres ideais. As misteriosas entrelinhas se revelam enfim – se o diabo me protege – viva o diabo! É pra o inferno que eu vou!
Isso não é mais uma simples guerra do poder – é um filme de terror – onde as armas que definem o combate não estabelecem os meios, desde que se chegue ao fim desejado. Sangre quem sangrar, o que querem ver é o caos!
Zé do Caixão com suas unhas e sua cartola é um filme de comédia perto do horror que estamos vendo. Agatha Christie não teria tanta imaginação pra criar personagens mais sórdidos e mais infames.
Sabe quando estamos nos afogando e passa, assim como não quer nada, uma bóia amarela inflada e mais uma corda já ancorada na margem? Sim, temos uma bóia salvadora, um alento nas nossas despedaçadas esperanças, um homem justo, que não se corrompe, do time do bem – que merece o título de Dom. Eu lhe chamo de Dom Sergio Moro Quixote.
Pode ser visto como um visionário a combater moinhos de vento – mas sua lança e seu escudo querem mais – querem justiça!
Seu caráter incomoda, cerca, amedronta, assusta…
é pra estar assustado mesmo, seu ministro, com a República de Curitiba! Lá, a giripoca chia!
Seu processo vai agora pra outro lugar. Não aquele lugar que sua boca suja costuma mandar seus adversários ou seus cupinchas que não lhe servem mais – seu processo vai ser julgado pela história!
Dessa, ninguém debocha.
* Oficial QAO de Cavalaria (reserva remunerada)
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