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Paraquedista do Exército morre ao ser baleado durante carnaval em Quintino
Vítima estava fantasiado de bate bola quando foi atingido. Testemunhas contaram que houve disparos para o alto no local

RIO — O que era para ser uma festa animada de carnaval terminou ganhando contornos violentos no início madrugada deste domingo, em Quintino, na Zona Norte do Rio. O paraquedista do Exército Magno da Silva, de 21 anos, foi morto ao ser atingido por pelo menos uma bala perdida durante uma saída de bate bola, que ocorria na esquina das ruas Cupertino com Clarimundo de Melo. De acordo com amigos, houve uma briga no local e pelo menos uma pessoa que não participava do desfile atirou para o alto algumas vezes. Momentos depois, a vítima estava ferida no chão, na região do abdômen.
Ele chegou a ser levado para o Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, também na Zona Norte, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a PM, os disparos podem ter sido realizados por milicianos que atuam na região.
— Estava todo mundo confraternizando. De repente, rolou uma briga não sei por qual motivo, alguém puxou uma arma e atirou para o alto. Foram uns cinco disparos. Depois teve uma outra confusão e outros três disparos foram ouvidos. Então, vimos nosso amigo (que estava fantasiado) baleado e dizendo “tomei um tiro” — relatou um amigo da vítima, que não se identificou. — É revoltante, um absurdo! Não temos segurança. O cidadão de bem não tem como se defender.
No tiroteio, testemunhas contaram que muitas pessoas circulavam pelo local. Houve bastante tumulto e correria. Durante a madrugada deste domingo, amigos e familiares estiverem no hospital, onde a vítima foi socorrida. Eles relataram que chegaram a fazer uma oração, antes de a morte do jovem ter sido confirmada. Magno estava prestes a ser pai — a namorada dele estava grávida de nove meses. O tio do rapaz também estava próximo ao local da ação.
— Vi que tinha um bate bola no chão. Quando fui ver era o meu sobrinho. Ele falou “tio, tomei um tiro” — conta ele, que pediu para não ser identificado.
Emocionado, o tio contou ainda que o sobrinho era muito querido na vizinhança e que gostava muito do trabalho que exercia no Exército.
— Menino nunca brigou com ninguém, todos gostavam dele. Saía de bate bola desde pequeno. Moleque bom, que falava muito bem do trabalho, com orgulho, sempre muito entusiasmado. Todos ficamos muito tristes.
Agentes da Delegacia de Homicídios (DH) da capital estiveram no hospital durante a madrugada. Os policiais da especializada também foram ao local do crime para realizar a perícia.
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