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Autoridades pedem a Exército uma passarela onde ponte caiu em MS
Pedido será encaminhado pela unidade da região ao CMO.
Sem a ponte, moradores tem que fazer desvio de cinco quilômetros.
Anderson Viegas
Do G1 MS
Guia Lopes (MS) – A prefeitura e a Câmara de Vereadores de Guia Lopes da Laguna solicitaram formalmente ao Exército a instalação de uma passarela ou de uma ponte móvel sobre o rio Santo Antônio, na rodovia MS-382, onde a ponte de concreto que existia no local desabou no sábado passado (2), como se fosse um dominó.
A solicitação ocorreu em reunião realizada na tarde desta terça-feira (5) na Câmara Municipal. Participaram o prefeito da cidade, Jácomo Dagostin (PMDB), três integrantes da mesa diretora do legislativo municipal: vereadores Rodrigo Arruda, presidente (PMDB); Sérgio Soares Fragoso, vice-presidente (PP) e Cleonete Martins Moreno, segunda secretária (DEM), o vereador Ademir Souza Almeida (DEM) e o comandante da 4ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada “Companhia Tenente-Coronel Juvêncio”, major Carlos Alberto Galvão Magalhães.
Sem a ponte de concreto, os moradores da região estão utilizando uma ponte de madeira para fazer a travessia sobre o rio Santo Antônio, em desvio de aproximadamente cinco quilômetros. Entretanto, para os veículos de carga, com peso acima de 15 toneladas, a única alternativa é fazer um desvio que aumenta o percurso em até 140 quilômetros.
Segundo o vereador Ademir Souza Almeida, a instalação da passarela ou mesmo da ponte móvel, que atenderia pequenos veículos, amenizaria a situação da população do local. Ele disse que o comandante da unidade militar disse que existe sim a possibilidade da colocação das estruturas provisoriamente, mas que depende de uma autorização do Comando Militar do Oeste (CMO) para a execução do trabalho. “O comandante disse que encaminharia já nesta quarta-feira a solicitação ao CMO”, comentou.
Almeida disse ainda que após a reunião o grupo foi fazer uma vistoria ao local onde ocorreu o desabamento da ponte do concreto, até para que o comandante da unidade militar tivesse um panorama da situação na área.
Causas do acidente
Segundo o governo do estado já começou a auditoria que vai apontar as causas do desabamento da ponte de concreto sobre o rio Santo Antônio. Nesta quarta-feira está prevista a vistoria ao local da queda da estrutura.
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse em entrevista ao Bom Dia MS desta terça-feira (5) que o governo trabalha com três hipóteses para explicar a queda da ponte: falha no projeto, na execução da obra ou causas naturais, provocadas pelo grande volume de chuvas na região. No entanto, somente a auditoria vai poder dizer o que aconteceu.
Esse trabalho deve ficar pronto em dez dias. A ponte foi inaugurada em abril de 2012 e demandou um investimento de R$ 1,3 milhão. Como ainda está na garantia, o governador afirmou que se a auditoria apontar que a estrutura despencou por falha no projeto ou na execução, que a construtora responsável terá de ressarcir o estado do investimento ou reconstruí-la sem custos para o governo de Mato Grosso do Sul.
“O estado precisa ter segurança jurídica para saber o que aconteceu. Obras como essa têm cinco anos de garantia. Se foi falha de engenharia, seja no projeto ou na execução, a empresa responsável será acionada para refazê-la sem custos para o governo do estado ou terá de fazer o ressarcimento. Se por outro lado, o desabamento ocorreu por causas naturais o governo do estado terá que arcar com o ônus dessa nova ponte”, explica.
Azambuja disse ainda que essa ponte será reconstruída em caráter emergencial, com a dispensa de licitação, mas que a obra dessa estrutura e também de outra na mesma MS-382, mas sobre o rio Vermelho, que desabou no fim do ano passado, já serão executadas para atender a nova demanda de tráfego de veículos da rodovia, que deverá ser pavimentada por meio de um programa que o governo do estado vai implementar com recursos do Banco Mundial, que preveem o asfaltamento de cerca de mil quilômetros de estradas estaduais. A previsão é que a reconstrução deverá demorar pelo menos seis meses.
G1/montedo.com

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