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No combate ao Aedes, Exército recolhe pneus e leva para reciclagem
Empresa de reciclagem na capital de MS separa borracha do aço e recicla.
Campo Grande está em epidemia de dengue há uma semana, diz prefeitura.
Do G1 MS com informações da TV Morena
Campo Grande (MS) – Os pneus recolhidos por militares do Exército nesta quarta-feira (9) em diversos bairros de Campo Grande estão sendo levados para uma empresa de reciclagem na avenida Cônsul Assaf Trad, região norte. A ação faz parte do cronograma de combate ao mosquito Aedes aegypti na capital de Mato Grosso do Sul, que está em epidemia de dengue há uma semana, segundo a prefeitura, e já registrou três mortes em decorrência da doença neste ano.
Nesta manhã, cada um dos oito caminhões do Exército, com cerca de 50 militares, está recolhendo pneus em bairros de todas as regiões. No Jardim Noroeste, a coleta foi feita em borracharias e terrenos baldios.
A empresa que recebe o material é responsável por fazer a separação do pneu. A parte do aço é vendida pela empresa para a indústria siderúrgica e a parte da borracha é usada para fabricar combustível que alimenta uma caldeira de uma empresa de cimento em Bodoquena, a 253 km de Campo Grande.
O material recolhido é pesado quando chega à empresa. O balanço da quantidade retirada dos bairros ainda não foi finalizado e a ação deve terminar às 13h nesta quarta-feira.
Reforço
As ações de combate ao mosquito Aedes aegypti ganharam reforço dos militares a partir desta quarta-feira. Segundo a prefeitura municipal, o Exército deve disponibilizar outras equipes para acompanhar visitas domiciliares, comércios e terrenos baldios até abril de 2016.
O objetivo da primeira fase de combate é recolher pneus e a segunda etapa será de medida profilática para combater a larva do mosquito, segundo o Coronel Carlos Alberto Medina, comandante do 9º Grupamento Logístico do Comando Militar do Oeste (CMO).
Ele informou em entrevista à TV Morena que oito bairros receberão a ação do Exército nesta quarta-feira (9): Nova Campo Grande, Coophavila 2, Guanandi, Lageado, Tiradentes, Noroeste, Nova Lima e Cruzeiro.
Ainda conforme Medina, 150 militares, entre cabos e soldados, foram treinados pela Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) antes de começarem o combate nas ruas. Eles receberam informações sobre as três doenças transmitidas pelo mosquito (dengue, febre chikungunya e zika vírus), as características e a biologia, e a forma de identificar o criadouro do mosquito.
Além deles, cerca de 400 agentes de controle de zoonoses e endemias, 1,2 mil agentes comunitários de saúde e 200 trabalhadores braçais que estão ajudando, segundo o coordenador da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais da Sesau, Alcides Ferreira.
Epidemia
A situação epidemia de dengue foi anunciada pelo secretário-adjunto de saúde do município, médico Vitor Rocha, na quarta-feira (2). A última epidemia tinha sido em janeiro de 2013. Segundo a Sesau, de 27 de janeiro a 8 de dezembro foram 7.614 notificações, sendo 3.819 casos confirmados. Destes, cinco foram considerados graves..
Na capital sul-mato-grossense, oito bairros estão em alerta por causa da alta incidência da doença: Nova Campo Grande, Monte Castelo, Coronel Antonino, Vila Margarida, Jardim dos Estados, Tijuca, Aero Rancho e Jardim Batistão.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que há epidemia quando um local registra ao menos 300 casos a cada 100 mil habitantes, equivalente a 0,003 casos por habitante. Com população de 853.622 moradores, segundo estimativa do IBGE, Campo Grande teve 3.819 casos confirmados, com média de 0,004 casos por habitante.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) já foi informada sobre a situação e disse que a capital é a única cidade do estado com epidemia.
Outras doenças
Com relação à chikungunya, de 27 de janeiro a 8 de dezembro ocorreram 74 notificações, com dois casos confirmados, considerados importados de outros locais e tratado na capital. Quanto ao zika vírus, o levantamento feito pela Sesau até a terça-feira (08) aponta 75 casos investigados com suspeita da doença e nenhum caso confirmado.
Cuidados
Além das ações do poder público, a população também pode e deve colaborar para evitar a proliferação do mosquito. Não deixar água acumulada é o principal cuidado, já que é onde a fêmea bota os ovos. Cada vez, um mosquito deposita cerca de 40 ovos.
Transmissor
O aedes aegypti é o transmissor da dengue e de diversas outras doenças. Nesse período de temperaturas altas, a reprodução do mosquito é acelerada. “As temperaturas não mais altas, esse tempo tende a diminuir, então a quantidade de insetos que são lançados no ambiente é muito maior”, explicou Alessandra Gutierrez de Oliveira, doutora em Biologia Parasitária.
G1/montedo.com
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