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Publicação original: 22 nov (22h45min)

A 302ª Reunião do Alto Comando do Exército, realizada no final de outubro, não tratou apenas da remoção do General Mourão do Comando Militar do Sul. O principal tema abordado foi a adequação da Força aos cortes orçamentários dos dois próximos anos.
As medidas estudadas são bastante severas e incluem desativações e transformações de Organizações Militares e redução drástica do efetivo de recrutas.

Hibernação e Desativação
Hibernação Total (HT) e Hibernação Parcial (HP) são as expressões da moda na cúpula do Exercito. Diversas OM  poderão ficar sem efetivo em algumas  subunidades (HP), outras sem efetivo nenhum (HT), por tempo indeterminado. Ao menos um batalhão e três subunidades poderão ser desativados.

Fora
Não seriam atingidas pelas medidas as Unidades dos Comandos Militares do Norte e da Amazônia. Também estariam de fora os Batalhões de Engenharia, de Polícia do Exército, de Guardas e Logísticos e as subunidades isoladas de Cavalaria, Engenharia e Comunicações. A tropa de pronto emprego também não seria afetada.
Depois dos Jogos Olímpicos
As ações que envolvem unidades envolvidas diretamente com a Olimpíada só seriam implementadas após os Jogos.

Sai, recruta!
Para manter uma subunidade funcionando, o Exército gasta em torno de R$ 837 mil por ano, fora o custo com 60 recrutas (em média) que chega a R$ 780 mil. O valor total ultrapassa R$ 1,6 milhões anuais. A intenção é economizar R$ 97 milhões anualmente, através da ‘racionalização’ de 60 subunidades.

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