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Publicação original: 23h39min de 22 Out

O país passa por um momento onde não temos lideranças e vivemos uma crise ética, sem previsão de solução, afirmou o Comandante do Exército nesta quinta feira (22), em encontro com militares em Cruz Alta (RS), sua terra natal. 

Neste cenário, onde os atores estão atuando descoordenadamente, poderá ocorrer uma crise social devido ao desemprego. “A sociedade precisa buscar suas soluções”, disse o General Villas Bôas. Segundo ele, o Exército vai agir de acordo com a Constituição e não causará instabilidade, estabelecendo limites para que tudo ande dentro da normalidade. “Não haverá ruptura, seja ela vertical ou horizontal”, sentenciou.
Vacas magras
A grave crise econômica que o Brasil vive hoje projeta um cenário de recessão para o próximo ano e uma previsão pessimista para os anos seguintes. O general prevê dez anos de dificuldades, inclusive para o Exército, que vinha num ganho sucessivo de recursos desde 2002. Apesar do horizonte de dificuldades, “não podemos nos desprofissionalizar”, completou.
Aumento sob risco
Reafirmando declarações anteriores, Villas Bôas informou que não há nada escrito sobre o reajuste dos militares, apenas um acordo informal. Inicialmente, a primeira das quatro parcelas seria concedida em janeiro de 2016. A partir dos cortes orçamentários, a expectativa é de que isso ocorra em julho.
Aldo “gente nossa”
A nomeação de Aldo Rebelo gerou inquietação, mas ele ajuda muito o Exército. “É gente nossa”, disse o general. “A ideologia causava preocupação, mas ele trabalha em prol do Exército”, finalizou.
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