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Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)
O ministro da Defesa, Jaques Wagner (PT) nomeou o marido da ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais Ideli Salvatti para o cargo de ajudante da Subsecretaria de Serviços Administrativos e de Conferências na Junta Interamericana de Defesa, em Washington, nos Estados Unidos. De acordo com reportagem da revista Veja, as nomeações provocaram desconforto na própria OEA, no Itamaraty e entre militares. Ideli Salvati é assessora de Acesso a Direitos e Equidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), com sede também na capital americana.
Segundo a semanal, o segundo-tenente músico do Exército, Jeferson da Silva Figueiredo, casado com a petista, assume as novas funções no dia 1º de outubro. Ele vai exercer o cargo por dois anos e terá remuneração de 7.400 dólares, o que corresponde a mais de R$ 30 mil mensais. Figueiredo também recebeu ajuda de custo para sua ida para os Estados Unidos de cerca de 10.000 dólares, mais de R$ 40 mil.
Por meio de nota enviada ao Bocão News, o Ministério da Defesa esclarece que para ocupar o cargo de ajudante da diretoria de subsecretaria de serviços administrativos e de conferências da Junta Interamericana de Defesa – JID é preciso ser militar, policial ou civil com conhecimento na área administrativa. “O segundo tenente do Exército Jeferson da Silva Figueiredo possui tais requisitos. É militar, e segundo tenente do Exército. E por estar a dois anos exercendo funções desta natureza na Seção de Apoio Administrativo da Subchefia de Logística Operacional do Ministério da Defesa, órgão ligado ao EMCFA (Estado Maior Conjunto das Forças Armadas)– onde desempenhava funções como gerenciamento eletrônico de documentos, auxilio em serviços de viagens e coordenação de reuniões – o 2º Tenente do Exército Jeferson da Silva Figueiredo preencheu os requisitos necessários para ocupar o referido cargo”, diz trecho da nota.
Ainda de acordo com o esclarecimento, no caso do cargo de ajudante da subsecretaria de serviços administrativos da JID, as atribuições são funções administrativas como: protocolar documentos oficiais dos organismos da subsecretaria e de conferências da JID e elaborar requerimentos funcionais do diretor da subsecretaria.
O Ministério explica também que a jornada de trabalho é de 32 horas semanais e o honorário é o previsto na Lei de Remuneração no Exterior para o posto de 2º Tenente. Por ocasião da sua movimentação para o estrangeiro, o militar ou funcionário civil também faz jus a ajuda de custo, indenização de bagagem e passagens para si e para seus dependentes.
Por fim, a assessoria finaliza afirmando que é “prerrogativa do ministro da Defesa a designação para cargos em órgãos diretamente ligados à pasta de Defesa, como a JID e a Escola Sul-Americana de Defesa (ESUDE). A nomeação se deve à mudança de sua família para o exterior. Nada teve a ver com a alteração do decreto 2.790, de 1998. Pois a nomeação foi assinada em agosto e o decreto somente em setembro”.
Bocão News/montedo.com
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