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Embora o tom cauteloso, numa entrevista em que reproduz em quase tudo o estilo do Comandante do Exército, a fala do Subtenente Crivelatti é muito esclarecedora.
Ao contrário da opinião de muitos leitores do blog, tenho a convicção de que a implementação do cargo de Adjunto de Comando é o ponto de partida de uma transformação inadiável e muito salutar para a Força Terrestre. 

Subtenente Crivelatti, Adjunto de Comando do Exército (EB, reprodução montedo.com)
As condições nunca estiveram tão propícias:co. caso não saibam, o embrião foi plantado há mais de vinte anos, no então CIAS-Sul (hoje EASA), em Cruz Alta (RS), pelo seu primeiro comandante, tenente-coronel Sérgio Westphalen Etchegoyen, que é o atual Chefe do Estado-Maior do Exército e responsável pela criação do cargo de Adjunto de Comando, ainda quando estava à frente do DGP.
Esse modelo, que teve pleno êxito e está consolidado na EASA, pode e deve ser estendido à todo o Exército, pois trata-se de um passo gigantesco (embora muitos não percebam) no caminho da valorização do sargento como profissional militar.
O objetivo final, entretanto, deve ser a criação de uma carreira específica para as praças, com a extinção do Quadro Auxiliar de Oficiais. Tenho a convicção, pois vivenciei in-loco essa experiência, de que a aspiração profissional da esmagadora maioria dos sargentos do Exército não é atingir o oficialato, mas sim, ser valorizado como profissional das armas.
Não é, evidentemente, um processo simples, pois implica na mudança de uma mentalidade arraigada desde a Missão Militar Francesa, e lá se vão cem anos. Mas é o melhor caminho, talvez, o único.

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