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Exército considera Sabesp área estratégica e simula ocupação em SP
Cerca de 100 homens e veículos militares estão em prédio em Pinheiros.
Apesar de crise hídrica, Sabesp diz que simulação é uma ‘atividade regular’.
Exército faz simulação de ocupação em sede da Sabesp  (Foto: Taba Benedicto/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)
Do G1 São Paulo
Cerca de 100 homens do Exército brasileiro com veículos militares ocuparam sede da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, durante simulação desde as 6h desta quarta-feira (27). Os militares devem continuar na Sabesp até as 19h.
Segundo a Sabesp, “o exercício faz parte de um simulado de segurança das instalações e tem como finalidade salvaguardar toda área”. “Nenhum dos militares assumirá qualquer função desempenhada por empregados da companhia”, diz nota da Sabesp.
Questionada, a empresa não respondeu se teme revoltas populares ou possíveis tentativas de invasão do prédio por conta da crise hídrica. De acordo com a companhia, a simulação é uma “atividade regular” e é realizada pelo Exército em locais considerados de importância estratégica.
O Comando Militar do Sudeste, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que o exercício denominado “Anhanguera” é realizado de acordo com planejamento normal do ano e “conforme prevê o Programa de Instrução Militar do Exército Brasileiro”.
O objetivo do exercício, segundo o Comando Militar do Sudeste, é proteger “infraestruturas estratégicas, tais como: torres de telecomunicações, subestações de abastecimento de água e de energia elétrica”.
Multa
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou nesta terça-feira (26) que decidiu multar o governo do estado de São Paulo em R$ 400 mil. O motivo foi o uso pela Sabesp de água de dois reservatórios de propriedade da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), Guarapiranga e Billings, para abastecimento público da região metropolitana de São Paulo. O governo afirmou ao G1 que irá recorrer quando for notificado da decisão.
Segundo a acusação avaliada pela CVM, as retiradas de água feitas pela Sabesp ocorreram de forma gratuita e “em detrimento da capacidade de geração hidrelétrica” da EMAE.
Vazão
A partir de setembro, a Sabesp terá que reduzir para 10 m³/s o volume de água captado do Sistema Cantareira. Isso significa queda de 25,9% na atual vazão liberada para abastecimento da população na Grande São Paulo, de 13,5 m³/s, a partir de junho. Antes da crise, a Sabesp chegou a retirar 33 m³/s do manancial.
Na prática, a redução da vazão não deve causar cortes no fornecimento de água porque a principal obra do governo paulista contra a crise hídrica este ano – a interligação da Represa Billings ao Alto Tietê – vai ampliar em 4 m³/s a produção de água para a região metropolitana e vai compensar a diminuição de volume de água tirado do Cantareira. A obra deve ser entregue até o começo de setembro, segundo o governador Geraldo Alckmin.
G1/montedo.com
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