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A instrução em que militares do Exército são obrigados a se esbofetearem durante um treinamento, registrada em vídeo publicado em primeira mão aqui no blog, gerou a instauração de um IPM pelo Comando Militar do Sudeste.
Confira a notícia publicada hoje à tarde pelo Extra:


Breno Boechat
O Comando Militar do Sudeste abriu um inquérito para investigar um caso de auso de poder e maus tratos em um treinamento realizado no 4º Batalhão de Infantaria Leve, em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. Nas imagens, enviadas por leitores ao WhatsApp do EXTRA (21 99644-1263 ou 21 99809-9952), é possível ver que soldados da unidade militar são obrigados por superiores a se agredirem, com socos e tapas.
“O cara vai te bater e você tem que bater nele. Para de viadagem, porra. Solta essa mão na cara dele. Essa porra é equilíbrio emocional. É você manter o controle e continuar batendo”, grita um militar, ainda não identificado, a seus subordinados.
O treinamento foi registrado por uma câmera escondida e evidenciou uma série de maus tratos aos militares mais novos. Muitos deles, após uma sequência de trocas de tapas e socos, se sentem mal e precisam parar. Apenas um deles recebe atenção especial dos superiores, após cair ao chão por levar um golpe de outro colega. “Ficou tonto. Já deu. Já deu”, comenta outro militar.

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Segundo o Comando Militar do Sudeste, o treinamento fazia parte da instrução de lutas realizadas dentro do batalhão, neste mês. O Exército informou, por meio de assessoria de imprensa, que um Inquérito Policial Militar foi aberto na última segunda-feira para identificar os responsáveis, que devem responder criminal e disciplinarmente pelo ocorrido. A apuração deve ficar pronta em um prazo de 30 dias.
Em nota enviada pelo Exército, a instituição repudia a atitude registrada em vídeo e diz que “o respeito aos superiores, pares e subornidados é um dever militar que não condiz com atitudes de maus tratos ou de castigo físico, sendo tal comportamento inadmissível entre militares que juram defender a Pátria com o sacrifício da própria vida”. O Comando Militar do Sudeste também informou por meio de nota que “repudia de maneira veemente todo e qualquer desvio de caráter e de conduta que venha a desabonar os valores militares previstos no Estatuto dos Militares e descumprir os preceitos previstos no Regulamento Disciplinar do Exército”.
EXTRA/montedo.com
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