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Corpo de Patrick Anthony Vilagra Corrêa Pereira, 20 anos, foi encontrado nesta segunda (11) (Foto: Antonio Ramon Ruiz)
Liana Feitosa
Após dois dias de buscas, equipe da Marinha encontrou o corpo do soldado Patrick Anthony Vilagra Corrêa Pereira, 20 anos, que caiu no rio Paraguai quando entrava em um navio atracado, em Porto Murtinho, a 443 quilômetros de Campo Grande.
Segundo a Agência Fluvial de Porto Murtinho, o corpo foi localizado na manhã de ontem a cerca de 20 quilômetros do porto. Além da Marinha, as buscas mobilizaram equipes das policias Militar Ambiental, Militar e Civil.

Marinha acredita que soldado estava bêbado quando pulou em rio e desapareceu
O soldado da Marinha brasileira que desapareceu no Rio Paraguai, na cidade de Porto Murtinho, a 431 quilômetros de Campo Grande, ingeriu bebida alcoólica durante período de folga e retornou ao navio Almirante Leverger, onde servia, em estado alterado, segundo comandante do 6º Distrito Naval de Ladário.
Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (11), o contra-almirante Petrônio Augusto Siqueira de Aguiar afirmou que o navio seguia viagem para o Paraguai e ficaria atracado apenas um dia em Porto Murtinho, na sexta-feira (8), e deixaria o local no sábado, dia 9, segundo o jornal Diário Corumbaense.
Bebida
“Patrick, em período de folga, ingeriu bebida alcoólica e retornou em estado alterado para o navio Leverger, onde servia, acompanhado de seus colegas e decidiu tomar banho de rio. O militar se jogou perto de um dos navios que estava atracado”, disse o comandante.
“Os militares que estavam de serviço presenciaram a cena e jogaram boias e até mangueiras de incêndio para resgatá-lo, o que não foi possível e houve o desaparecimento do marinheiro”, disse.
Exames
O corpo de Patrick foi levado para a cidade de Jardim, já que Porto Murtinho não tem Instituto Médico Legal. O corpo será periciado e, depois, liberado para translado até Corumbá, o que deve ocorrer nesta terça-feira (12), ainda de acordo com o Diário Corumbaense.
Inquérito militar foi aberto e será concluído em até 40 dias. Serão ouvidos os militares que estavam de serviço e que acompanhavam o marinheiro no período de folga dele.
Inquérito
“Não temos a informação de que o militar tinha algum distúrbio. Existe um processo em aberto no navio onde ele servia e os militares que presenciaram os fatos, relataram que a alteração é provavelmente proveniente de alto teor alcoólico”, afirmou o comandante.
“Quando for detectada a causa da morte, que provavelmente será afogamento, teremos fatores químicos para termos uma certeza absoluta e para não ter mais dúvida do que estamos falando”, completou.
CAMPO GRANDE News/edição: montedo.com
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