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Banrisul retira nome de Médici da agência de Bagé
Banco ainda não se posicionou sobre a retirada da nomenclatura - Créditos: TIAGO ROLIM DE MOURA
Nome do ex-presidente foi retirado (Tiago Rolim de Moura/O Minuano)
Melissa Louçan
Foto: Marcelo Kalil/Divulgação
Agência tinha o nome de Médici (Marcelo Kalil/Sul 21)
Na quinta-feira, a agência do Banrisul, localizada no centro de Bagé, amanheceu sem o nome do ex-presidente Emílio Garrastazu Médici, que o identificava informalmente. A sede do banco, localizada em Porto Alegre, foi procurada para comentar sobre a remoção, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
A nomenclatura da agência foi tema de reportagem da edição do dia 15 de janeiro. Na ocasião, a administração do banco informou que o nome não era oficial. No sistema da empresa, a agência é identificada simplesmente pela cidade (Bagé). O ex-prefeito Carlos Sá Azambuja, entretanto, garantiu que a homenagem havia sido proposta pelo ex-presidente do Banrisul, Jorge Babot Miranda, entre 1983 e 1985.
O general bajeense governou o Brasil entre 1969 e 1974, durante o regime militar, período em que a região registrou avanços na infraestrutura, com a inauguração das rodovias federais e do Complexo Termelétrico de Candiota, que também recebeu seu nome. Em âmbito nacional, o governo Médici, porém, passou à história pela repressão.
Ginásio tem o nome de Médici (Marcelo Kalil/Sul 21)
A remoção de nomes dos generais de monumentos, pontes e prédios públicos ganhou força após a divulgação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), no final do ano passado, que apontou a responsabilidade de agentes das Forças Armadas nas violações de direitos humanos durante a ditadura militar. Em Taquari, por exemplo, terra natal do marechal Arthur da Costa e Silva, um busto do presidente chegou a ser removido em dezembro do ano passado. Em Bagé, no entanto, onde não houve qualquer manifestação pública, as homenagens a Médici permanecem no complexo esportivo do Militão (Ginásio Presidente Médici) e em bustos. O Banrisul, como já havia antecipado através de sua assessoria de imprensa, não presta homenagens a personalidades – e talvez esta normativa tenha levado o banco a remover o nome de Médici da agência local. (NAMaR)
O Minuano/edição: montedo.com
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