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Rio de Janeiro - Militares do 1 Batalhão de Engenharia de Combate-Escola do Exército aguardam para entrar no Complexo de Favelas da Maré, em uma operação de buscas a armamentos enterrados por traficantes que agem
Tropas mantêm operações e rotina de trabalho, diz
o  coronel Ivon Barreto Tânia Rêgo/Agência Brasil
Militares mantêm operações no Complexo da Maré após morte de cabo do Exército

Da Agência Brasil 
Edição: Denise Griesinger
Rio de Janeiro – As tropas militares no Complexo da Maré, subúrbio do Rio, mantiveram as operações sem alteração após a morte do cabo do Exército Michel Augusto Mikami, no último dia (28). Ele foi surpreendido por traficantes ao participar de uma patrulha na região.
De acordo com o comandante da força-tarefa do 5º Batalhão de Infantaria Leve, Ivon Barreto, responsável pela ocupação do Exército na área de atuação da Força de Pacificação na Maré, há uma investigação em curso para identificar o autor da morte do militar. Durante o dia de hoje (3), a tropa fazia a segurança do ônibus itinerante do Tribunal de Justiça com ações sociais, que leva serviços para a comunidade da Maré pela segunda vez.
De acordo com o tenete-coronel Barreto, “há uma conjunção de esforços e um Inquérito policial militar [IPM] está em andamento”. A morte dele foi a primeira de um militar das Forças Armadas durante o processo de pacificação da Maré. “É prematuro falar em operação para capturar o autor da morte do cabo Mikami”, disse Barreto.
“O que é mais importante é que nós tenhamos a capacidade e o equilíbrio de manter as operações correntes. Foi um fato pontual, que não pode fazer com que a Força de Pacificação mude sua maneira de trabalhar, porque a população que aqui está, merece que nós continuemos trabalhando da mesma maneira”, ressaltou o oficial.
Segundo Barreto, a resposta está sendo dada de maneira bastante consciente e profissional e qualquer resposta que seja diferente do que o Exército vem realizando, é extremamente perigosa. Para o tenente-coronel, esse tipo de ocorrência exige uma eficiência e um trabalho profundo no nível da inteligência.
“As tropas devem manter as operações correntes, sua rotina de trabalho porque a busca sem um dado preciso, sem algo que realmente seja substancial e consistente, não vai levar a nada. Vai ser um esforço despendido sem que tenhamos um resultado eficiente. Então, precisamos de dados precisos adquiridos pela inteligência para que, junto com elementos de investigação, esse trabalho seja consolidado e tenhamos eficiência pontual, já que foi um caso pontual. Dizer o que vai ser feito e o que não vai ser feito, isso irá compor os fatores da decisão num momento de uma ação se for o caso”, afirmou.
Sobre a prorrogação da permanência das tropas do Exército no complexo, Barreto esclareceu que o pedido deve ser feito pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. “Essa decisão está no nível do governo do estado do Rio de Janeiro. Então, qualquer opinião que eu der nesse sentido, não terá nenhuma sustentação porque depende do que será acertado entre o governo do estado e a presidenta da República. Ainda não tem nada decidido”, concluiu.
EBC/montedo.com
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