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Um ex-marine presente na operação disse que os tiros fatais foram disparados por um ou dois homens que entraram no quarto de Bin Laden antes de O’Neill
Osama bin Laden, líder da Al Qaeda morto em maio
Osama bin Laden, líder da Al Qaeda morto em 2011 (STR/EFE/VEJA)
Os membros do Seal – força especial da Marinha dos Estados Unidos – que participaram da operação que matou Osama bin Laden em seu esconderijo no Paquistão em maio de 2011 deram relatos conflitantes a respeito de quem de fato deu o tiro mortal no então líder da Al Qaeda. O jornal Washington Post publicou uma reportagem na quinta-feira na qual Rob O’Neill, um ex-Seal, alega ter disparado o tiro fatal que atingiu Bin Laden na testa com dois disparos após ter invadido um dos quartos da casa dele em Abbottabad.

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O relato de O’Neill, que viaja pelos EUA dando palestras motivacionais, foi contestado por outro integrante dos Seals que também estava na operação em que Bin Laden foi morto. A fonte, falando sob a condição de anonimato, disse que os tiros fatais foram disparado por um ou dois homens que entraram no quarto antes de O’Neill. O Washington Post reporta que O’Neill reconheceu que ao menos outros dois soldados atiraram – e erraram – em Bin Laden, incluindo Matt Bissonnette, um ex-Seal que escreveu um livro em 2012 sobre a operação chamado ‘Não Há Dia Fácil: Um Líder da Tropa de Elite Americana Conta Como Mataram Osama Bin Laden’.
Guerra de versões: Bissonnette (E) como O’Neil afirmam ter disparado os 
tiros que mataram Bin Laden
“São duas pessoas diferentes contando duas histórias diferentes por duas razões diferentes. Qualquer coisa que O’Neill diga, é ele quem diz. Eu não quero tocar nisso”, disse Bissonnette à rede NBC News, sem confirmar nem desmentir a versão dada pelo jornal Washington Post. Segundo Jonathan Giliam, um ex-Seal que deu uma entrevista à CNN, a declaração de O’Neill pode ser muito apelativa para suas palestras motivacionais, que devem subir de preço, mas ele “pendurou um alvo em sua testa e colocou também sua família na mira dos jihadistas”. Giliam também criticou o fato de O’Neill e Bissonnette terem quebrado o pacto de confidencialidade existente entre os Seals, que mantêm uma tradição de sigilo de suas operações.
No ano passado, depois que a revista Esquire publicou uma entrevista com um membro anônimo dos Seals, posteriormente noticiado como sendo O’Neill, em que ele alegava ter atirado em Bin Laden, outros veículos de comunicação questionaram o relato. Um artigo intitulado “Quem realmente matou Bin Laden”, escrito por Peter Bergen, um analista da CNN e especialista na Al Qaeda, depois citou um Seal então ainda em serviço dizendo que a reportagem da Esquire era “pura mentira”.
O advogado de Bissonnette, Robert Luskin, reconheceu nesta quinta-feira que por algum tempo Bissonnette esteve sob investigação criminal tanto pelo Serviço de Investigação Criminal da Marinha com pelo Departamento do Justiça dos EUA, devido a possíveis violações da lei de espionagem, por não ter buscado autorização oficial antes de publicar seu livro. Bissonnette nega qualquer irregularidade. (Com agência Reuters)
Veja/montedo.com
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